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É possível recuperar empresas à beira da falência

A economia é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de um país, no entanto não é possível dizer que os negócios brasileiros dependem exclusivamente disso para que sejam lucrativos. Além da moeda, que precisa ir bem para alavancar os empresários, existem outras questões, especialmente na administração de negócios que podem resultar na falência de empresas se mal gerenciadas.

Quando a empresa está nesta situação por conta desses motivos, é preciso aceitar ou trabalhar arduamente da recuperação dela. Além de dinheiro, uma equipe dedicada e que entenda os processos de cada setor, pode ser o diferencial para o que as coisas voltem a dar certo.

Embora a economia seja importante, não é o único determinante para o sucesso. O primeiro item a ser analisado em uma empresa que está à beira de um processo de falência é a estrutura. É necessário saber quais foram os motivos para chegar nesse momento. Muitas vezes, o erro pode estar relacionado a gastar mais do que consegue faturar, grandes endividamentos, talvez inadimplência onde houve erro de gestão do departamento jurídico, na cobrança, alguma inexperiência do administrador ou decisões erradas.

O decreto de falência pode ser considerado um último suspiro, mas nesse período há tempo para fazer uma intervenção financeira imediata ou se preparar para os problemas que acompanham a condição, uma vez que há impactos em relação a crédito e consequentemente na vida pessoal. Alguns fatores serão apurados para concluir o caso. Será analisado se houve má gestão, má fé, se realmente foi um fator de mercado ou concorrência que gerou essa quebra.

Saber se uma empresa pode ser recuperada ou não depende da avaliação de quem vai receber essa empreitada. O primeiro passo da avaliação é notar principalmente qual é a estrutura da empresa, seja administrativa, financeira, os passivos e ativos, quem são os credores, onde foram cometidos os erros e entender se essa organização pode ser modificada a ponto de se recuperar e ter resultados positivos.

Há um grande número de pedidos de recuperação de empresas brasileiras, em razão de falta de crédito para investir em tecnologia, marketing, desenvolvimento, novas estruturas e até treinamento. Para o consultor, isso acontece porque os empresários utilizam o próprio capital de giro, parte do lucro, para simular uma instituição financeira quando oferecem parcelamentos e crediário para os consumidores.  Muitos gestores notam que estão em um caminho perigoso antes de ser algo sem volta. Por esse motivo, contar com uma consultoria especializada, e que possui uma visão técnica, é essencial para essa evolução.

O artigo foi escrito por Daniel Toledo, que é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. 

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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