Justiça do Paraná suspende demissão de mil petroleiros da Fafen até o dia 6 de março

Petroleiros de todo o país, trabalhadores de outras categorias profissionais e representantes de movimentos sociais e estudantis promoveram, na tarde desta terça-feira (18), a Marcha em Defesa do Emprego, da Petrobrás e do Brasil. A passeata, que começou em frente ao edifício-sede da Petrobrás e se dirigiu aos Arcos da Lapa, em apoio à greve dos petroleiros.
A greve chegou hoje ao seu 18º dia e é a maior paralisação da categoria desde 1995. Nesta terça-feira, os sindicalistas obtiveram uma vitória parcial.
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) suspendeu a demissão dos 1 mil petroleiros da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) até o dia 6 de março, quando haverá uma nova audiência. Uma das principais razões da greve foi o fechamento da unidade por parte da direção da Petrobrás.
A decisão da desembargadora Rosalie Michaele Bacila foi uma vitória parcial importante dos petroleiros. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) permanece aberta para avançar no diálogo e na negociação com a Petrobrás.
Mobilização
A mobilização no Centro do Rio de Janeiro recebeu petroleiros de vários estados, inclusive os da Fafen-PR. Também vieram para a marcha trabalhadores da Petrobrás e integrantes de movimentos sociais de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná.
A passeata começou junto à Vigília Resistência Petroleira, montada em frente ao Edifício Sede da Petrobras em 3 de fevereiro. Desde então, o local tem abrigado vários atos diariamente, como aulas públicas e apresentações musicais e artísticas.
A greve nacional dos petroleiros é motivada pelo descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) fechado com a Petrobrás em novembro do ano passado, com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Uma das cláusulas, a 26, prevê que qualquer demissão coletiva tem que ser negociada com antecedência com os sindicatos. Contudo, a Petrobrás anunciou o fechamento da Fafen-PR no dia 14 de janeiro e a demissão de seus 1 mil trabalhadores sem qualquer comunicado ou negociação prévia.
Além disso, a empresa não vem cumprindo questões pendentes que foram atreladas ao ACT, como a criação de grupos de trabalho para discutir a tabela de turnos e outros direitos dos trabalhadores.








