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Taxa de desocupados deve ficar em 11,3%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará, nesta sexta-feira (14), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad Contínua). Para o Professor da Fipecafi, Samuel Durso, a taxa de desocupados deve se manter em queda, ficando em 11,3%. “Historicamente, a taxa de desocupação para o último trimestre tende a ser inferior à taxa dos períodos anteriores, em função do aquecimento do mercado, ocasionado pelas comemorações de final de ano”, comenta.

Para o Professor, o índice deverá apresentar um aumento no número de trabalhos informais e um dos motivos é a mudança na dinâmica de trabalho. “Com o desenvolvimento da tecnologia, tem crescido as novas formas de ocupação. Genericamente, pode-se denominar de “uberização” do trabalho, que são classificadas como atividades informais na economia por não estabelecer vínculos empregatícios”, explica.

Uma segunda justificativa recai na baixa criação de trabalhos formais na economia. “Vários economistas têm destacado que o Brasil passa por um grande processo de desindustrialização, o que impacta negativamente na geração de postos formais para a economia. É importante destacar que os trabalhos informais possuem menos garantias de emprego e podem gerar impactos negativos para o sistema previdenciário nacional, uma vez que menos pessoas tendem a contribuir para a aposentadoria quando estão na informalidade. O aumento dos trabalhos informais, portanto, não tende a ser uma escolha da força de trabalho, mas sim a única alternativa existente para a obtenção do próprio sustento”, completa.

Os últimos dados divulgados pelo IBGE para a PNAD mensal de dezembro de 2019 indicaram uma leve melhora na taxa de desocupação para a economia Brasileira. Durso explica que os resultados são favoráveis, porém ainda estão longe da situação apresentada antes da crise econômica instaurada, em 2015, no país.

“A taxa de desocupação para o último trimestre de 2014 foi de 6,5%, muito distante do patamar de 11,3% que deve ser alcançado para o mesmo período de 2019. Além disso, o início de 2020 está marcado por uma ameaça de recessão econômica no mercado internacional, em decorrência do novo Corona vírus, identificado na China. Os problemas que uma das principais regiões econômicas chinesa vem enfrentando, desde o início do ano, já impacta no comércio internacional. Caso a situação se agrave, as exportações brasileiras podem ser prejudicadas e, assim, gerar impactos negativos para a criação de empregos na economia nacional”, diz. 

Já o número de desalentados, na divulgação mensal de dezembro de 2019, foi de mais de 4,6 milhões de pessoas. “Esse número vem crescendo de forma rápida desde 2015, sendo que desde 2017 está acima do patamar de quatro milhões de pessoas. Os desalentados representam a parcela da população que gostaria de trabalhar, mas que não conseguem emprego (seja porque não conseguiram um trabalho adequado, não tinham a capacitação necessária, eram muito jovens ou muito idosos para a ocupação, ou, ainda, porque não encontraram trabalho na localidade)”, afirma.

De acordo com Durso, esse dado tende a ser ainda mais preocupante ao se analisar o perfil da população desalentada. “Os micro dados divulgados pelo IBGE para trimestres anteriores mostram que esse grupo tende a ter uma maior participação de jovens, mulheres, pardos e de indivíduos com baixa escolaridade. Os desalentados tendem a ser, portanto, uma parcela da população que já está mais exposta a vulnerabilidades sociais. Ao não inserir essas pessoas na economia, corre-se o risco de potencializar os problemas sociais enfrentados por esses indivíduos, desencadeando uma série de outros problemas para a economia”, finaliza.     

 

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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