Empresa gaúcha transforma negócio para apoiar pequenos empreendedores e profissionais durante a crise

Em apenas um dia, a empresa gaúcha Dobra mudou completamente o seu negócio. As medidas de isolamento social provocadas pela expansão do corona vírus fizeram com que a empresa tomasse a decisão de migrar o e-commerce da marca para uma plataforma de vídeos e cursos gratuitos para apoiar pequenos empreendedores, profissionais a repensarem seu dia a dia de forma leve, divertida e gratuita.
A Dobra reuniu todos os seus conteúdos e de parceiros como Warren, WTF! School, Aviva, Smile Flame na plataforma apelidada de Dobraflix . Várias outras empresas devem disponibilizar seus conteúdos nos próximos dias. A mobilização espera contribuir para conectar pessoas, marcas dentro de um propósito de colaboração.
“São tempos diferentes. Depois de mudar nosso site inteiro para um site de conteúdo, e não de venda de produtos, decidimos liberar também nosso “único produto vendável” do momento (o único produto digital, que não depende de produção ou entrega de transportadoras). O curso da Dobra está 100% de graça pra quem quiser, por tempo indeterminado”, explica Eduardo Hommerding (Foto), um dos fundadores.
A empresa disponibiliza a possibilidade de quem assistiu pagar a qualquer quantia que a pessoa quiser pelo curso, caso queira contribuir. Mais de 2.000 pessoas já se inscreveram no curso da Dobra em apenas um único dia. E mais de 100 já baixaram os moldes da carteira exclusiva da marca para fazer em casa.
Antes da mudança de rota, a maior fonte de receita na Dobra era a venda de produtos físicos – todos objetos de desejo. Ou seja, num momento de crise, deixa de ser de prioridades de compra. Como o modelo de negócio adotado pela Dobra é de economia colaborativa, com a crise e redução da produção, a rede da marca, composta por costureiras, artistas, artesãos e pequenos empreendedores, ficaria comprometida. Por isso, a Dobra decidiu que irá continuar pagando estes profissionais.
“Mesmo que com uma venda muito mais baixa e, possivelmente até inexistente, vamos bancar 50% da renda média de cada um que trabalha na nossa rede (isso além do valor de produtos feitos no mês caso a produção continue) para manter a economia girando e criarmos uma consciência de colaboração”, reforça Guilherme Massena, também fundador.








