Ausência de faturamento não significa que as empresas estão livres de suas obrigações com o Fisco

Ausência de faturamento não significa que as empresas estão livres de suas obrigações com o Fisco

A maioria das empresas estão sem faturar desde que foi decretado o isolamento social em função da pandemia de coronavírus, e que obrigou o fechamento de estabelecimentos de serviços não essenciais. No entanto, a não entrada de dinheiro no caixa não significa que as empresas estão livres de suas obrigações com o Fisco, além do que o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo.

O Paraná, por exemplo, não suspendeu e nem prorrogou o pagamento de impostos estaduais. Portanto, o calendário do fisco deve ser seguido à risca.

Na esfera federal, o governo fez algumas aberturas e decretou a suspensão de três meses do prazo para as pequenas  e médias empresas pagarem a parcela da União no Simples Nacional; desonerou temporariamente o pagamento do IPI para bens produzidos internamente ou importados listados e que sejam necessários ao combate da Covid-19; reduziu as alíquotas na importação de produtos de uso médico-hospitalar e diminuiu em 50% por um período de três meses as contribuições ao Sistema S. Já ontem, a Receita Federal prorrogou o prazo da apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais  e também da Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita.

No tocante à parte trabalhista, o governo federal suspendeu por três meses o prazo para que as empresas paguem o FGTS dos funcionários.

Eu conversei com o especialista em assuntos fiscais e Delivery Manager na área de Tax Compliance da FH, Jean Soares, e ele me explicou que o grande desafio hoje das áreas administrativas, financeiras e fiscais das empresas é se adaptar ao sistema de home office, que passou a ser um mecanismo fundamental para garantir a sobrevivência dos negócios. O especialista me contou que o setor fiscal das empresas é o que mais tem sofrido nestas últimas semanas porque muitas companhias não tinham estrutura suficiente e nem contavam com mecanismos de segurança para o trabalho remoto.

O diretor da FH me contou que na maior parte das empresas, os projetos de automação eram tratados como melhoria. Com a situação atual, os empresários passaram a ter outro olhar para os processos de automação fiscal e hoje veem como uma necessidade do negócio. Na avaliação de Jean Soares, as empresas que estão preparadas tecnologicamente, passarão pela crise e darão um salto à frente das concorrentes quando a economia voltar à normalidade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *