Empresas que se mostram solidárias em momentos de crise tendem a ter mais aceitação do consumidor

Empresas que se mostram solidárias em momentos de crise tendem a ter mais aceitação do consumidor

Mais de 93% das empresas brasileiras sofreram de alguma forma com a chegada da COVID-19 no país. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que mais de 600 mil empresas já fecharam as portas e um número incalculável de empreendimentos estão próximos da falência.

Para evitar que essa tragédia ganhe proporções ainda maiores, muitas empresas estão se reinventando com ideias criativas e disruptivas a fim de construir um novo futuro que não passará despercebido aos olhos de seus clientes e consumidores. A pergunta que fica é: Que marcas serão facilmente lembradas pelos públicos alvos após a pandemia?

Valores compartilhados

Para Cristiane Ribas, professora de Soft Skills do ISAE Escola de Negócios (www.isaebrasil.com.br), certamente serão as que demonstraram vontade de ajudar no momento de crise, com valores compartilhados em seu branding. “A Ambev, Gerdau e Hospital Einstein uniram forças e levantaram um hospital em 40 dias na cidade de São Paulo. O Subway tem preparado e entregue sanduíches para profissionais da saúde com mensagens de incentivo nas embalagens. A Tesla e a Mercedes Benz iniciaram a produção de respiradores em suas linhas de montagem. A Apple e a Google estão criando uma tecnologia de rastreamento e alerta para retardar a disseminação do vírus”, aponta ela. “Ações que vão além da venda de produtos, como projetos de auxílio à comunidade, são dificilmente esquecidas pelo consumidor”, complementa.

Diversas empresas também estão implantando ações voltadas aos colaboradores, levando o significado de empatia ao pé da letra. “A Magazine Luiza, por exemplo, instituiu a não demissão e pagamento integral dos salários, mantendo o foco das pessoas e fortalecendo o vínculo emocional com a marca”, diz. Mas como as empresas podem fomentar essas iniciativas? Que tipo de ações, internas e externas, podem ser realizadas neste momento? O que o núcleo de relações humanas deve fazer para captar as necessidades dos funcionários e dos clientes?

Criatividade

Para Ribas, criatividade é a palavra de ordem. “O RH estratégico deve manter seus ouvidos abertos para escutar e trabalhar em prol das pessoas”, diz. De acordo com a especialista, geralmente são os próprios colaboradores que apresentam as mais diversas e positivas soluções para contribuir com a empresa. “Valorizar as contribuições é um primeiro ponto. Ações simples são as melhores e mais funcionais”, afirma ela.

A especialista aponta também a necessidade de manter benefícios, apoiar no desenvolvimento do trabalho em home office e manter um canal aberto de escuta e apoio às pessoas. “Tendo em vista que os empregados expressam suas percepções e emoções aos clientes e a sociedade, e estes estão cada vez mais sensíveis e atentos às informações sobre qualidade, preço e benefícios, é crucial zelar pela qualidade dos relacionamentos, destacando a humanização do ambiente de trabalho, mesmo que virtual”, completa Cristiane Ribas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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