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Reinventando parcerias no novo normal

Nada será como era antes. Essa simples constatação, tão subestimada anteriormente, ganhou um novo significado no debate sobre o trabalho durante e após a pandemia, e está levando à busca da reinvenção do papel de profissionais, empresas e seus clientes nesse novo normal.

Para quem está acostumado ao modelo tradicional de trabalho, a Covid-19 introduziu uma brutal disrupção na rotina, até então calcada nos diversos aspectos da vida “lá fora”, bem como mudanças radicais no expediente, que agora acontece dentro de nossas casas.

Durante três semanas, notei o impacto da mudança em mim mesmo e nos outros. Dias de trabalho sem fim ou pausa, entremeados pelo ruído da avalanche de notícias e dicas de autodesenvolvimento na quarentena, temas sob um guarda-chuva que projeta a sombra da incerteza sobre o futuro. É uma situação que coloca nossas melhores capacidades humanas em xeque.

Tendo reformulado minha própria forma de trabalhar para responder às novas imperativas trazidas pela crise, meu modelo atual considera estes impactos e seus desdobramentos em como nossos clientes operam. A primeira conclusão é: o trabalho estruturado e a abordagem de fail fast nunca foram tão adequados para projetos de tecnologia e inovação.

No atual cenário, é preciso trabalhar com o que se tem: praticar, falhar e consertar rápido. A busca pela perfeição na primeira entrega, muitas vezes infrutífera e razão da falha de tantos bons projetos, sai de cena. Entra em cena o bom, o possível, o que possibilita a permanência no jogo infinito e permite a flexibilidade necessária para navegar a instabilidade.

A interação entre pessoas também mudou e esse é outro elemento crucial de como parcerias estão sendo reinventadas pós-coronavírus. Nossos clientes são pessoas que sofrem os mesmos problemas e pressões trazidas por esta situação sem precedentes. Portanto, é essencial ter isso em mente quando trabalhamos não só durante a crise, mas quando pensamos no futuro destas relações.

“Em um cenário de pressão e excesso de informações, é fundamental ser relevante

No pós-pandemia, muitas empresas que experimentaram a operação remota e as eficiências que essa abordagem pode trazer não olharão para trás. Por outro lado, o trabalho remoto vai continuar a invadir os limites entre o tempo pessoal e profissional. As pessoas sofrerão cada vez mais com overload de informações e encontros serão raros. Isso se refletirá na interação entre empresas e seus parceiros de tecnologia.

O processo de conseguir um minuto de pausa de atenção do cliente, que sempre foi desafiador para fornecedores de soluções, ganha nuances adicionais no novo normal. Considerando todos os fatores, barreiras e mudanças que descrevi até aqui, o trabalho precisa ser o mais informativo e realista possível.

Para isso, aumenta a barra do estudo e da análise prévia. Não vale usar modelos vistos na indústria anteriormente, do one size fits all, onde projetos anteriores são utilizados para mostrar como uma oferta pode apoiar um cliente. Falaremos da questão a ser endereçada, mas o debate sobre a solução a ser usada ficará em segundo plano, ou muitas vezes, até invisível.

Foco no pragmatismo e sustentabilidade no longo prazo serão fundamentais para as parcerias no novo normal. Em uma realidade de caixas de e-mail lotadas e pessoas metralhadas com informação, o objetivo deve ser gerar menos barulho e trazer menos problemas. Ser relevante é a única forma de conquistar espaço, mas com a música que clientes precisam ouvir agora: a das soluções.
 
O artigo foi escrito por Bruno Maia, que é diretor de Inovação do SAS para América Latina.
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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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