Bolsa sobe 2,15% e índice tem maior nível desde 6 de março

No mercado de ações, a quarta-feira (3) foi marcada pelo otimismo com o exterior. O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 93.002 pontos, com ganho de 2,15%. O índice está no maior nível desde 6 de março, quando tinha fechado próximo aos 98 mil pontos.
O Ibovespa seguiu o mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a quarta-feira com alta de 2,05%. Apesar do acirramento dos protestos antirracistas nos Estados Unidos, os investidores reagiram à queda de novos casos de Covid-19 em regiões norte-americanas e em países europeus e a dados econômicos positivos.
Nos Estados Unidos, o setor privado fechou 2,76 milhões de vagas. O nível veio melhor que a extinção de 9 milhões de postos esperada pelos analistas. O setor de serviços da China cresceu pela primeira vez desde janeiro e teve, em maio, o melhor desempenho mensal desde o fim de 2010. Na Europa, a contração das empresas diminuiu em maio, indicando início de recuperação.
Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.
No Brasil, a emissão em títulos da dívida externa pelo Tesouro, anunciada hoje pela manhã, indicou que ainda há demanda por ativos brasileiros no exterior.
Maiores altas
Dentre os papéis que compõem o Ibovespa, os que fecharam com as maiores altas foram: IRB Brasil, +25%, Gol, +16,41% e Cyrelan, +14,78%.
Maiores quedas
As ações que mais se desvalorizaram foram: JBS, -5,55%, Minerva, -3,34% e Braskem, -4,87%.
Mais negociadas
A ações mais negociadas no pregão foram as da Petrobras PN +0,33%, Vale +0,45% e Via Varejo +1,51%.








