Endividamento das empresas em bancos deve aumentar

Endividamento das empresas em bancos deve aumentar

Os cinco maiores bancos do País (Itaú; Bradesco; Santander; Banco do Brasil; Caixa Econômica Federal) reservaram mais de R$ 30 bilhões para cobrir potenciais perdas com devedores duvidosos no 1º trimestre de 2020. É o segundo maior valor já registrado num trimestre, segundo levantamento da Economática. O valor é R$ 10 bilhões maior do que igual período em 2019.

Esses montantes são registrados na chamada PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) – uma espécie de “fundo” que os bancos deixam reservado para se proteger em caso de possíveis calotes de seus clientes. No 1ª trimestre, o Itaú Unibanco lidera como o banco com maior o provisionamento: R$ 10,8 bilhões. Em seguida aparecem Bradesco (R$ 7,3 bilhões), Banco do Brasil (R$ 6,6 bilhões), Santander (R$ 3,5 bilhões) e posteriormente Caixa Econômica Federal.

Queda do PIB

Devido a pandemia da Covid-19, o Banco Central estima queda de 5,12% do PIB brasileiro para o ano de 2020, conforme recente levantamento do Banco Central junto a economistas de várias instituições financeiras. Algumas destas possuem previsão mais alarmante, e estimam que a queda do PIB pode chegar a 8%.

“O provisionamento dos bancos no Brasil para Devedores Duvidosos deverá saltar para R$ 40 bilhões no 2º trimestre de 2020, uma vez que pequenas, médias e grandes empresas de todo o país estão entrando em colapso financeiro. A quantidade de pedidos de Recuperação Judicial no período de 12 meses entre julho/2020 a julho/2021 pode chegar a 5 mil empresas, o que continuará a impactar no provisionamento dos bancos” calcula Cidinaldo Boschini, especialista em Recuperação Judicial de empresas, sócio-diretor da Cronos Capital.

Empresa compra ativos estressados

Atentos a essa movimentação de mercado, Cidinaldo Boschini e um grupo de sócios fundaram a primeira empresa de investimentos do Centro-Oeste especializada na negociação e compra de ativos estressados, créditos não performados (Non Performing Loan – NPL) junto a instituições financeiras privadas, a Cronos Capital.

O foco da Cronos Capital é a compra de créditos não performados (dívidas) de instituições financeira privadas, que tenham alguma garantia, de preferência de bem imóveis. “O nosso objetivo é gerar valor, tanto os bancos privados que receberão parte de um crédito tido como perdido, como para o devedor pessoa física ou pessoa jurídica que tem uma nova chance de renegociar seu débito e se reestruturar financeiramente, assim como pagar a Cronos Capital com um imóvel”, diz Cidinaldo.

Negócios fechados

Com apenas 12 meses de operações, a Cronos Capital já realizou negócios de mais de R$ 40 milhões e a previsão é quase que triplicar esse valor nos próximos 12 meses. “Esperamos chegar até o fim do ano de 2020 com carteira superior a R$ 100 milhões de ativos estressados. As operações são feitas com capital próprio”, revela Cidinaldo.

O tamanho do mercado de dívidas em aberto no Brasil – de pessoas físicas e empresas no Brasil – é estimada em cerca de R$ 600 bilhões, mas, se considerados os débitos acumulados nos últimos 15 anos, chega a quase R$ 1 trilhão, segundo dados do Banco Central.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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