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Estudo revela novas tendências de investimentos de fundos de pensão

A Mercer, líder global de consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos, apresentou nesta terça-feira (2) a pesquisa “Tendências de Alocação para Mercados em Crescimento 2020”, com informações sobre a alocação e tendências de investimento de ativos de fundos de pensão na América Latina, Oriente Médio, África e Ásia. O estudo foi realizado em 16 países, com investidores responsáveis por um patrimônio de cerca de US$ 5,2 trilhões.

O estudo revela que a exposição em ações cresceu de 32% em 2014 para os atuais 37%, enquanto a renda fixa vem caindo (de 57% para 49%) nos últimos seis anos.  Embora existam diferenças significativas devido a fatores regulatórios e condições de mercado de cada país, as alocações em ativos estrangeiros continuam aumentando. Como percentual das carteiras de ações, as alocações no exterior aumentaram de 42,3% para 49,0% nesse mesmo período.

Investimentos alternativos ganham força

Os investimentos alternativos também ganharam um pouco mais de força nas carteiras, passando de 3,7% para 4,5% durante o período avaliado, tendência que deve se manter à medida que mais investidores procurarem retornos mais altos e maior diversificação.

Os resultados da pesquisa também indicam o aumento do foco em sustentabilidade, governança e negociação de taxas, preocupações cada vez maiores para os investidores desses mercados, que buscam formar portfólios resilientes e robustos. “Em um momento de maior volatilidade do mercado, causada em grande parte pela pandemia do coronavírus, os investidores devem permanecer focados em atingir seus objetivos estratégicos, incluindo a revisão de sua tolerância a riscos, orçamento de liquidez e estratégia de diversificação para garantir que seus objetivos sejam alcançados”, afirma João Morais, líder de Wealth da Mercer Brasil.

Brasil

De acordo com o estudo da Mercer, nos países da América Latina as alocações em renda fixa são relativamente altas, com destaque para Brasil (73%), México (70%) e Argentina (65%), principalmente devido aos bons retornos alcançados pelos ativos de renda fixa até recentemente. “No caso do Brasil, as altas taxas de juros estimularam o investimento no mercado local, concentrado em renda fixa. Entretanto, com a queda das taxas de juros no país, a expectativa é que haja uma maior diversificação dos investimentos pois é necessário obter retornos consistentes com os objetivos de longo prazo destes investidores”, explica Morais.

No outro extremo do espectro, Peru e Colômbia mantiveram as maiores alocações em ações, 48% e 36%, respectivamente. Para investimentos alternativos, como fundos de hedge, imóveis e private equity, Colômbia, Peru e Brasil registraram as maiores alocações da região, representando nove, sete e cinco por cento, respectivamente.

Ativos estrangeiros

A pesquisa também observou uma grande variação nos investimentos dos países latino-americanos em ativos estrangeiros. O Brasil e a Argentina têm uma exposição muito baixa a ativos no exterior, enquanto Peru (73% da carteira de ações), Chile (69%) e México (58%) possuem alocações mais consideráveis. A Colômbia apresentou o maior aumento de participação acionária estrangeira no período, passando de 48% para 54% da carteira de ações.

“No caso do Brasil, a diversificação internacional em títulos e ações tem muito espaço para crescer, proporcionando o acesso a mercados com ciclos econômicos e características bem diversas que, em tempos de crise, são bem menos impactados. Além disso, nos anos de recuperação, as bolsas internacionais mostraram resultados mais consistentes”, complementa Morais.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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