41,5% dos empresários do setor terciário possuem expectativas desfavoráveis para o segundo semestre

41,5% dos empresários do setor terciário possuem expectativas desfavoráveis para o segundo semestre

Diante do cenário atual, o setor terciário paranaense está pessimista com relação aos negócios neste segundo semestre. Segundo a Pesquisa de Opinião do Empresário, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 41,5% dos empresários do Estado possuem expectativas desfavoráveis de vendas para os próximos meses.

Com 30,6%, o otimismo dos empreendedores paranaenses caiu para seu menor índice em onze anos da pesquisa, chegando praticamente ao mesmo patamar do auge da crise política no 1º semestre de 2016 (30,7%).

Comércio x Serviços x Turismo

As expectativas favoráveis caíram sensivelmente nos três setores avaliados, mas o mais afetado foi o turismo, no qual o tradicional otimismo deu lugar ao descrédito (51,1%) e à incerteza (37,8%). Apenas 11,1% dos empresários que atuam em atividades turísticas possuem opinião favorável para este 2º semestre do ano. Isso representa uma queda de 65,79 pontos percentuais em relação ao índice de expectativas favoráveis registrado no início do ano, que era de 76,9%, mas foi radicalmente modificado com a pandemia.

Entre os comerciantes o otimismo é um pouco maior. Os 40,9% de opiniões favoráveis superam os 36,0% de expectativas desfavoráveis. Já os prestadores de serviços se sentem menos confiantes com relação ao faturamento nos meses restantes de 2020, sendo que 42,4% acreditam que a receita será menor, ante os 29,1% que esperam por tempos mais promissores.

Impactos do coronavírus

A pesquisa da Fecomércio PR revela que 82,7% das empresas do setor terciário do Paraná tiveram redução nas suas receitas. Os efeitos da pandemia do novo coronavírus para o comércio de bens, serviços e turismo são implacáveis: 26,4% dos empresários entrevistados relatam redução no faturamento em mais de 75%; para 16,1% das empresas a redução no movimento está entre 50% e 75%; outros 20,3% dos empreendedores dizem que a queda na lucratividade tem sido entre 25% e 50%; e 15,3% relatam redução no faturamento em até 25%. Também há aqueles (4,6%) que tiveram suas receitas totalmente comprometidas pela crise causada pela explosão dos casos de Covid-19.

Por outro lado, 9,9% das empresas avaliadas dizem que não tiveram impacto algum no fluxo de caixa e 5,2% até tiveram aumento no faturamento.

Regiões

A região mais otimista é Londrina, com 40,4%, ante 36,2% de expectativas desfavoráveis. O menor índice de confiança é registrado em Maringá, com 25,8%, uma mudança radical em relação ao 1º semestre do ano, quando esta região possuía o maior número de expectativas favoráveis do Estado, com 82,4%. A parcela de opiniões desfavoráveis entre os empresários maringaenses corresponde a 40,9%.

Mas este não é o maior índice de expectativas desfavoráveis. Os piores resultados são registrados em Curitiba e Região Metropolitana, com 44,8% de avaliações desfavoráveis sobre o faturamento neste segundo semestre, contra 27,4% de expectativas favoráveis.

Em Ponta Grossa as opiniões positivas somam 39,4% e ainda superam as negativas, que correspondem a 35,1%. 

Nas demais regiões, as expectativas desfavoráveis se sobressaem: No Oeste, 31,2% dos empresários estão otimistas, enquanto 38,5% acreditam que o faturamento será menor, e no Sudoeste, 29,1% das empresas estão confiantes, mas 41,8% vislumbram um futuro desfavorável.

Dificuldades

As principais dificuldades citadas pelos empresários são: instabilidade econômica (80,1%), clientes descapitalizados (57,2%), falta de capital de giro (34,6%) e carga tributária (22,5%).

Os problemas que mais cresceram em comparação com pesquisa relativa ao 1º semestre de 2020 foram instabilidade econômica (41,9 pontos percentuais), clientes descapitalizados (24,2 pontos percentuais) e capital de giro (9,1 pontos percentuais). 

Investimentos

Apesar de tudo, 34,4% dos empresários planejam realizar investimentos, principalmente na reforma e modernização das instalações (47,6%), sendo que algumas dessas melhorias precisarão ser feitas justamente para adequar as atividades às normas sanitárias vigentes e ao “novo normal”.

O novo contexto trazido pela pandemia para os negócios também motivará investimentos em publicidade (38,4%), além da área de informática (34,9%), principalmente com a implantação do e-commerce para as vendas digitais, nova linha de produtos (31,8%) frente às novas demandas e prioridades dos consumidores e, claro, capacitação da equipe (29,5%).

Colaboradores

Mesmo com as dificuldades enfrentadas nos últimos meses, 35,0% das empresas manterão o número de colaboradores e 17,8% inclusive pretendem contratar. A parcela de gestores que terá que reduzir o quadro funcional é de 15,3%.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *