Brasileiros com mais de 50 anos do Cadastro Positivo são os que menos comprometem a renda com crédito consignado

Brasileiros com mais de 50 anos do Cadastro Positivo são os que menos comprometem a renda com crédito consignado

Um estudo inédito da Serasa Experian feito com base nas informações do Cadastro Positivo identificou, dentre aqueles que utilizam alguma modalidade de crédito bancário, que a população acima de 50 anos tem uma melhor consciência financeira na hora de contratar empréstimo consignado. Segundo o levantamento realizado em maio, a população deste grupo pagou uma parcela média de R$ 432, o que representa 14,0% da renda – o menor comprometimento na comparação com as demais faixas etárias. O resultado é próximo da média geral: o consignado compromete 14,2% do poder de compra dos brasileiros inscritos no Cadastro Positivo. Veja abaixo a tabela com todos os detalhes:

“O débito direto na folha de pagamento ou na aposentadoria tende a facilitar o controle das despesas no mês porque quem contratou deveria considerar como salário mensal disponível o valor já com o desconto. Com mais experiência de vida, as pessoas acima dos 50 anos costumam estar numa fase financeira mais cuidadosa, principalmente na hora de contratar um empréstimo para não comprometer um valor muito alto da renda mensal”, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Os brasileiros acima dos 50 anos também são os mais adeptos ao crédito consignado no país, empréstimo conhecido por ter a menor taxa de juros do mercado e por descontar as parcelas diretamente da folha de pagamento ou da aposentadoria de quem o solicitou. De acordo com o estudo, 30,0% dos brasileiros com mais de 50 anos inscritos no Cadastro Positivo tinham algum empréstimo consignado ativo em maio. O menor uso foi visto entre os jovens de 18 a 25 anos (2,4%) e, na média geral da população, a taxa ficou em 16,2%. Veja o gráfico abaixo:

Segundo Rabi, por ter juros mais baixos e o desconto direto na fonte, o consignado é uma modalidade que costuma atrair o consumidor, principalmente para fazer a substituição de dívidas. “Com muito planejamento e de forma consciente, é um recurso que serve de alternativa para cobrir o pagamento de contas mais caras, como cartão de crédito e o cheque especial, dando fôlego ao orçamento para evitar a inadimplência. Essa faixa de idade também concentra os mais idosos, principalmente os aposentados, que normalmente já lideram os pedidos pela segurança e estabilidade de uma renda fixa e, em momentos de incerteza, acabam utilizando ainda mais esse tipo de crédito para ajudar nas despesas da família.”

Nordeste lidera contratação de crédito consignado

Considerando a população em geral, o Nordeste lidera o uso do consignado com 20,4%. Na sequência estão: Norte (18,5%), Sudeste (16,0%) e Sul (15,4%). Na outra ponta, o Centro-Oeste é a região que menos utiliza essa modalidade de crédito, com 13,9%.

Por UF, os três Estados que mais contrataram são: Piauí (26,0%), Maranhão (24,7%) e Acre (23,6%). Já os que menos utilizam são: Goiás (13,9%), Mato Grosso (13,8%) e Distrito Federal (10,8%). Confira todas as informações na tabela abaixo:

Considerando apenas a população acima de 50 anos, é vista a mesma tendência: Piauí (44,7%), Maranhão (42,5%) e Rio Grande do Norte (41,4%) se destacam como os Estados com o maior número de pessoas dentro desta faixa com crédito consignado contratado no país. Na outra ponta, os menores percentuais estão no Mato Grosso (23,9%) e no Distrito Federal (20,8%).

“As unidades federativas do Norte e Nordeste, por serem menos desenvolvidas, caracterizam-se por uma participação maior do setor público na economia, seja como empregador direto ou como transferidor de recursos por meio de programas e benefícios sociais. Isto faz com que as operações de crédito consignado, tanto para servidores ativos e inativos, como para beneficiários do INSS, sejam mais típicas nestas regiões, comparativamente ao centro-sul do país”, finaliza Rabi.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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