O efeito manada sobre o dólar

O efeito manada sobre o dólar
Durante o primeiro pregão de 2020, o dólar estava a R﹩ 4,01. Na semana seguinte, o ataque dos EUA no Iraque marcaria o primeiro estresse sofrido pela bolsa de valores. Em fevereiro, o Brasil estava despreocupadamente curtindo o Carnaval, quando no final do mês começaram a ser reportados os primeiros casos de coronavírus no País. Em março, quando a Bovespa perdeu 100 mil pontos, o câmbio estava no patamar de R﹩ 4,50 a R﹩ 4,60. Chegamos ao fundo do poço quando as bolsas dos EUA e Europa sofreram um crash gigante, culminando com a alta do dólar a R﹩ 5,90.

Passado esse cenário apocalíptico, já temos perspectivas de recuperação e reaquecimento da economia. Porém, se o cenário melhorou e se a vacina deve sair em breve, o que ainda estaria por trás das contínuas variações do dólar?

Em 2019, a variação média entre a máxima e mínima do dólar no período de um dia foi de 5 centavos, já em 2020 subiu para 12. Minutos não são o suficiente para mudar a economia mundial. Então, ao que tudo indica o mercado tem operado em função do alarmismo das notícias e não de seus fundamentos. A mídia e o comportamento frente ao lockdown acaba por impactar mais do que a própria bolsa de valores, mas não deveria ser assim. Sei também que muitos esperam encontrar uma relação entre o dólar e a política nacional, mas creio que neste contexto o cenário internacional tenha peso 4 e o doméstico 1.


Claro que as mudanças trarão rupturas ainda imprevisíveis no modelo de trabalho. Com a disseminação do home office, por exemplo, ninguém sabe ainda qual será o fim de tantos escritórios. Mas devemos considerar que antes da pandemia os recursos tecnológicos eram os mesmos e que é preciso avaliar se vale a pena continuar com o novo modelo, caso ele interfira na qualidade do serviço. Cortar o aluguel pode não valer a pena caso afete os resultados.


Um investidor norte-americano que busca o prêmio não terá outra opção senão investir num país emergente para alcançá-lo. O Brasil é a sétima maior economia do mundo e independentemente do governo as relações históricas e sua liquidez, frente a todos os seus vizinhos sul-americanos, ainda é muito superior. Cerca de 30 vezes mais. É uma questão de não se deixar influenciar e analisar a situação sob um ponto de vista mais maduro e imparcial.


O artigo foi escrito por  Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital, que é responsável por conduzir mais de 20 mil operações de câmbio por ano, de pessoas físicas e jurídicas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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