Pandemia faz venda de vermífugos e antiparasitários dispararem em farmácias brasileiras

O período de isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus provocou uma corrida por determinados medicamentos. Em junho, os medicamentos da classe terapêutica dos anti-helmínticos, utilizados no tratamento de diferentes parasitoses, saltaram para 14%, ante 2% no mesmo mês dos dois anos anteriores.
O dado provém do levantamento realizado pela Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), a partir da coleta de dados das vendas de medicamentos em farmácias de junho dos últimos três anos (2020, 2019 e 2018).
Mais vendidos
O aumento pode ter sido consequência da busca pela Ivermectina, apesar da falta de comprovação científica para o uso. No geral, esta classe terapêutica cresceu mais de 10% em representatividade em comparação com os anos de 2018 e 2019.
A segunda classe mais vendida no período, com 12% de representatividade, foi a de anti-reumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Empatados em segunda posição, também com 12%, estão os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, medicamentos antitérmicos que são utilizados no tratamento dos sintomas do Covid-19.
Comportamento regional
Os paulistas foram os que tiveram o maior gasto em farmácias, com 32,2% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 10,2%; Minas Gerais, com 8,8%; e Rio Grande do Sul e Paraná, ambos com 6,4%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 38% do total, uma alta de 8% em relação a junho de 2019.
O ticket médio nacional em junho de 2020 representou a faixa de consumo de até R﹩50,00, com crescimento de 3,62% em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre 2019 e 2018, no entanto, o salto foi de 20,25%.
Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 164 milhões de produtos farmacêuticos, sendo mais de 85 milhões de notas de compra, comparando os meses de junho nos últimos três anos.








