Renner usa inteligência artificial para prever vendas diárias de cada produto

Renner usa inteligência artificial para prever vendas diárias de cada produto
Ferramentas e sistemas inovadores baseados em inteligência artificial, análise de dados, machine learning e algoritmos estão ajudando a Lojas Renner a impulsionar vendas, manter estoques ajustados e qualificar o relacionamento com a cadeia de fornecedores mesmo durante a pandemia da Covid-19. O desenvolvimento das soluções começou há dois anos, encabeçado pela equipe de cientistas, engenheiros e analistas de dados da Companhia, mas foi acelerado para responder aos desafios impostos ao varejo de moda pelo novo coronavírus.

Os modelos aplicados permitem prever, com alto grau de precisão, a demanda diária por tipo, tamanho e cor de diferentes itens, assim como os volumes totais mensais de venda de cada loja em operação, com base no desempenho passado e em possíveis cenários futuros. A partir daí, a Renner consegue planejar os estoques e as encomendas aos fornecedores com maior assertividade, além de aperfeiçoar o abastecimento de peças e os ajustes operacionais necessários nos pontos de venda.

Transformação digital

Este processo integra o ciclo de transformação digital da Companhia, que leva tecnologia e inovação a todas as áreas do negócio, de forma transversal.
 
“Construímos sistemas que nos possibilitam aprender constantemente com nossos dados internos e com informações externas, como conjuntura econômica, clima e comportamento do consumidor, com o objetivo de identificar parâmetros, corrigir escolhas e prever o que os nossos clientes vão desejar sem nos deixar enganar por picos ou vales de demanda”, afirma o diretor de Produto da Lojas Renner, Henry Costa.

Mais vendas com menos estoques

Em 2019, 8,5% dos produtos vendidos pela Renner já foram distribuídos às lojas de acordo com as projeções obtidas por meio de inteligência artificial. Nesta etapa do projeto, a empresa contemplou itens básicos e com históricos mais consolidados, como jeans, camisetas e underwear masculino, feminino e infantil. Com isto, a Renner registrou vendas adicionais de 12% desses itens abastecidos por IA, com estoques 18% menores do que seria necessário para suportar o mesmo nível de crescimento pelos meios convencionais de alocação de mercadorias.

A Companhia começa agora a aplicar a tecnologia para prever a demanda por artigos de moda mais fashion, que apresentam variações frequentes de características como cores, modelos e padronagens. Para isso, tornou-se a primeira varejista de moda no Brasil a utilizar a chamada “ontologia de dados”, que permite relacionar mudanças em outros atributos – desde o tipo de uma gola até o comprimento das mangas ou o formato das estampas – ao histórico de desempenho das peças.

Com esta evolução, a inteligência artificial deverá ser responsável por orientar a distribuição de 17% do sortimento total das lojas no acumulado de 2020, com uma previsão de mais 5% em vendas adicionais com estoques 10% menores.

A tecnologia também elevou o chamado “nível de serviço” – que representa o índice de disponibilidade dos tamanhos e cores dos produtos procurados pelos clientes nos pontos de venda – de 78% para 93% somente no segundo semestre de 2019, enquanto, para 2021, a meta é alcançar o patamar de 97%. A mesma ferramenta deve ser replicada também para as bandeiras Ashua, Youcom e Camicado.

Sustentabilidade

A maior velocidade e a precisão nas projeções sobre as tendências de moda e sobre os desejos dos consumidores proporcionam ainda outros benefícios. Ao evitar quebras de estoque, as ferramentas desenvolvidas favorecem o planejamento das encomendas, qualificam o relacionamento com seus parceiros na área de confecções e ampliam os níveis de sustentabilidade econômica e ambiental de toda a cadeia do negócio.

“Quanto mais acertamos nas previsões, mais fazemos escolhas com melhor qualidade e reduzimos a necessidade de remarcações”, diz Henry Costa. O ganho se estende aos fornecedores, que a partir das informações acuradas podem programar a produção com maior alinhamento ao real comportamento da demanda, sem consumo desnecessário de capital de giro nem desperdício de matérias-primas e outros insumos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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