Ambiente instável e guerra de preços obrigam empresários a renegociar com fornecedores

Ambiente instável e guerra de preços obrigam empresários a renegociar com fornecedores

Com exceção do setor de ensino e educação, que ainda não tem data para voltar ao ambiente físico, os demais negócios estão ativos, embora enfrentando grandes dificuldades financeiras, depois de um longo período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus.

No caso de micro e pequenos negócios, que respondem por mais de 90% das empresas do Brasil, as previsões são de que uma normalidade financeira só deva acontecer somente entre junho e julho do próximo ano. Ou seja, tem muito chão pela frente.

Eu conversei com alguns empresários do setor de comércio, e o que eu pude sentir é que o ambiente comercial está muito instável. Para fazer caixa, as lojas entraram na guerra de preços. Preços baixos são muito bons para os consumidores, desde é claro, que não se endividem. Mas para as empresas, se elas não estiverem preparadas e não souberem calcular os percentuais de descontos que estão concedendo, poderão perder mais dinheiro e comprometer o seu caixa.

Compras e margens devem ser repensadas

Então, neste momento, a palavra-chave é renegociação. Na prática, a pandemia está fazendo com que empresas repensem suas compras, seus gastos e suas margens. Isso significa que os negócios que não tiverem bons negociadores vão perder muito dinheiro e market share.

Agora, negociar nessa nova era requer habilidades diferentes. O suporte jurídico, por exemplo, é fundamental na etapa de negociação em contratos, e vai auxiliar a empresa a não propor nada que seja ilegal.

Mas, o auxílio jurídico não é a única colaboração que o empresário deve ter na negociação de contratos. As equipes de vendas, operações, finanças e outras também terão que estar envolvidas. Com várias pessoas pensando nos interesses empresariais e propondo cláusulas aos documentos, a probabilidade de erros ou problemas de conformidade diminuirão consideravelmente.

No caso de fornecedores, não se deve esperar para negociar quando a situação está muito ruim. Tão logo se perceba que terá dificuldades para realizar os pagamentos, o empresário deve tomar a iniciativa e conversar com seus parceiros para encontrar uma solução. Porém não se deve esquecer que o fornecedor também pode estar sofrendo os impactos da crise. Portanto, na hora de renegociar dívidas, prazos ou pedidos, é bom escutar as necessidades mais urgentes do fornecedor e tentar chegar a um acordo que seja bom para os dois lados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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