Indústrias encontram na manutenção dos equipamentos uma alternativa para manter linhas de produção

Indústrias encontram na manutenção dos equipamentos uma alternativa para manter linhas de produção

A pandemia do novo coronavírus, que já dura cinco meses, afetou seriamente o ambiente de negócios no setor industrial. No caso específico de máquinas e equipamentos, a indústria chegou a registrar crescimento no primeiro trimestre, mas com o isolamento social, cancelamento de contratos decorrente da queda das vendas, cancelamento de projetos e redução dos investimentos, o faturamento despencou.

O grande desafio das indústrias era entender o quanto esta crise iria durar e que ações deveriam ser tomadas com a máxima urgência. Eu conversei com o executivo Mateus Souza, que é gerente geral de vendas industriais da Gemü, empresa alemã que no Brasil tem fábrica em São José dos Pinhais, e ele me disse que os resultados das medidas adotadas  na unidade paranaense deram tão certo, que acabaram servindo de exemplo para as demais sete fábricas mundiais do grupo.

Medidas adotadas

Uma das primeiras ações, segundo me contou o gerente da Gemü do Brasil, foi a adoção de visitas virtuais aos clientes. A medida foi tão eficaz, que as demais fábricas, inclusive, a matriz, na Alemanha, seguiram o exemplo.

A difícil situação provocada pela pandemia fez também com que se descobrisse um novo nicho de mercado, que é a manutenção de equipamentos. Mateus Souza me contou que apesar dos investimentos suspensos, e com dinheiro escasso em caixa, as indústrias não podiam parar as linhas de produção. A solução foi optar pela manutenção de máquinas e equipamentos, cujos gastos são bem menores.

A Gemü, encontrou na manutenção um grande foco para seus negócios e hoje essa área que foi criada emergencialmente já responde pela maior fatia do faturamento.

Manutenção

Gemu_Divulgação_(4).jpgPara que a boa manutenção garanta o aumento da vida útil das máquinas, é importante seguir algumas orientações. Primeiro, saber que a modalidade preventiva é aquela planejada para ocorrer num determinado intervalo de tempo. Já a preditiva, que também pode ser planejada periodicamente, utiliza medições por aparelhos para verificar a condição do equipamento e eventuais necessidades de troca.

“O mercado está se adaptando a uma nova realidade, e hoje, mais do que nunca, as empresas estão percebendo que a manutenção é essencial para a durabilidade e qualidade dos seus produtos. Hoje, com os orçamentos reduzidos, uma indústria com válvulas de qualidade e manutenção em dia pode economizar uma boa parte do orçamento”, explica o gerente geral de vendas da área industrial da Gemü Válvulas, Sistemas de Medição e Controle, Mateus Souza.

É importante lembrar que cada perfil industrial requer um tipo de planejamento de atualizações e trocas. O engenheiro da GEMÜ também sinaliza que erros na manutenção industrial podem ser prejudiciais para o ambiente de produção.

“A má manutenção pode gerar falhas ou a própria quebra dos equipamentos. Por isso, a GEMÜ tem como pilar a segurança, tanto para a planta como para o produto final. Sem contar que os impactos de um trabalho mal feito podem se estender para o meio ambiente e colaboradores da empresa”, reforça.

É importante, em todo processo de manutenção, seguir as instruções contidas nos manuais do produto ou falar diretamente com o consultor. Estabelecer uma comunicação assertiva e levar a sério as recomendações dos profissionais da área traz segurança e tranquilidade para o processo produtivo.

Como sair da crise

Eu perguntei ao gerente geral de vendas industrial da fábrica que produz válvulas de diafragma, sistema de medição e controle que oferecem cuidado e precisão a diversos setores da indústria, como siderurgia, fertilizantes, setor automobilístico, petróleo e gás, farmacêutico, alimentos, cosméticos e biotecnologia, que conselhos ele dá aos empresários que estão enfrentando dificuldades em função da pandemia, e ele me disse que, neste momento, planejamento e velocidade na tomada de decisões são os grandes diferenciais.

Para Mateus Souza, a situação atual exige um exercício diário de avaliação. A Gemü, por exemplo, criou um comitê que se reúne  semanalmente para analisar o desenrolar dos acontecimentos e quase que diariamente discute quais as decisões devem ser colocadas em prática.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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