Brasileiro é o mais disposto a consumir experiências de luxo
O consumo de luxo de experiência é uma tendência que pode trazer oportunidades para esse segmento no Brasil. Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group (BCG) em dez países mostra o consumidor brasileiro como o mais disposto a gastar em luxo experimental (viagens e gastronomia, por exemplo).
Tendo como referência o cenário pré-covid, 57% dos brasileiros afirmaram comprar menos produtos pessoais e mais experiências de lazer, contra 43% na média global. A tendência se mantém no cenário de pandemia, com 40% dos entrevistados nos dez países analisados afirmando que devem manter essa intenção quando ela estiver superada.
Entretanto, os impactos da crise do coronavírus atingem o mercado de luxo de forma significativa: a queda nas vendas globais pode chegar a 45% em 2020, e o consumo de experiência também será fortemente atingido, com retração de até 60%. No Brasil, a intenção de compra é um indicativo das perspectivas futuras para o setor. De acordo com o BCG, 67% não seguirão com gastos e investimentos planejados antes da crise. O índice é superior à média dos países analisados (57%).
Recuperação
Em relação ao futuro, os brasileiros estão divididos: metade não acredita em uma rápida recuperação do mercado contra 43% na média global. Já na China, observa-se uma diferença expressiva nos índices: 77% dos consumidores de luxo chineses acreditam que o mercado vai se recuperar rapidamente, enquanto apenas 8% discordam da afirmação. Atribui-se o otimismo dos chineses ao fato de o país estar em um estágio de recuperação mais avançado em relação aos outros.
A pesquisa ainda revela que no segmento de artigos de luxo pessoal, os itens de moda casual (como camisetas, jeans e moletom) e cosméticos têm previsão de recuperação das vendas em até dois anos. Por outro lado, jóias, relógios e artigos de couro levarão mais tempo para recuperar as vendas.
As compras online também ganham força: 48% dos entrevistados afirmaram que estão mais inclinados a fazer aquisições por meios de canais digitais do que antes da Covid-19. Em contrapartida, 23% ainda preferem fazer compras em lojas físicas.
As análises fazem parte do True Luxury Global Insights, novo estudo do BCG realizado entre janeiro e junho deste ano, com mais de 12 mil participantes de dez países: Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França, Japão, Coreia do Sul e Rússia.
As análises fazem parte do True Luxury Global Insights, novo estudo do BCG realizado entre janeiro e junho deste ano, com mais de 12 mil participantes de dez países: Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França, Japão, Coreia do Sul e Rússia.








