Reajustes abusivos dos insumos e falta de materiais devem prejudicar andamento das obras

Reajustes abusivos dos insumos e falta de materiais devem prejudicar andamento das obras

O reajuste abusivo dos principais insumos utilizados na construção civil está tirando o sono de muitos empresários do setor, que também já encontram dificuldades para comprar alguns materiais, que estão em falta no mercado. E isso já começa a prejudicar o andamento das obras, bem como poderá encarecer o preço dos imóveis.

Smartus Fórum Imobiliário Curitiba 2020 – Online – SmartusEu conversei com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon), o engenheiro Rodrigo Assis (foto), e ele me disse que os aumentos de preços começaram em maio. No caso do cimento e aço, os reajustes variam de 45% a 60% e a alta do cobre atinge quase 70%. Quanto ao concreto usinado, as empresas subiram os preços em 40%.

Motivos da alta

A alegação para a alta do cimento é que com a pandemia, as indústrias desligaram os fornos e pararam de produzir. No entanto, as construtoras continuaram suas atividades, que no caso do Paraná foram consideradas essenciais, e o estoque de cimento está acabando. O mesmo acontece com o aço. Segundo me contou o presidente do Sinduscon do Paraná, os pedidos feitos às grandes siderúrgicas, como Gerdau e Arcelor, não têm previsão de data para entrega, o que é muito preocupante.

Também há falta de materiais derivados de PVC, pois com a pandemia, a indústria reduziu a produção de resinas e com o dólar em alta, a opção mais rentável foi a exportação, em prejuízo do mercado interno.

Rodrigo Assis considera que neste período difícil de pandemia é injusto que as indústrias pratiquem preços abusivos. O empresário alerta que os aumentos dos principais insumos se reflitam nos preços dos imóveis, pois a maioria dos contratos são corrigidos pelo INCC, que é o Índice Nacional da Construção Civil, e as incorporadoras não conseguirão manter sua tabela congelada. Outro receio, é que se os preços dos imóveis acompanharem esses reajustes, poderá haver uma fuga dos compradores. Ou seja, se não houver um choque de oferta urgente dos insumos básicos para a construção de imóveis, a memória inflacionária irá criar um caminho sem volta para a nossa economia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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