Sebrae apresenta protocolo de segurança para garantir retomada segura da indústria de móveis

O Brasil experimenta uma fase de retomada gradual das atividades comerciais, após um longo período de isolamento social, em razão da pandemia do coronavírus. Neste momento, donos de pequenas empresas de todo o país precisam se adaptar à nova realidade, para reabrir as portas oferecendo segurança a colaboradores e clientes.

Diante disso, o Sebrae criou uma série de protocolos específicos, com dicas de procedimentos a serem implantados a fim de garantir a saúde de todos. As orientações para os donos de indústria de móveis são baseadas em normas técnicas de organizações nacionais e internacionais.

Foram compiladas informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan Americana de Saúde (Opas), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Serviço Social da Indústria (Sesi), Ministério da Economia, dentre outras. 

Uso de Protocolos 

Os documentos produzidos pelo Sebrae já são conhecidos e acessados por milhares de empresários. De acordo com a última pesquisa do Sebrae sobre o impacto do coronavírus nos pequenos negócios, a maioria dos respondentes (60%) conhece e faz uso dos protocolos de segurança propostos pelo poder público.

Ainda segundo a pesquisa do Sebrae, a maioria dos empreendedores acredita que, com a reabertura dos negócios, os consumidores devem voltar a comprar em até no máximo 90 dias. Para que isso aconteça, é necessário que a confiança seja retomada através de uma atuação comercial cuidadosa. Donos de indústria de móveis precisam ficar atentos, em primeiro lugar, às condições do ambiente de trabalho, cuidados com os colaboradores e precauções na relação com fornecedores. Confira, a seguir, as principais dicas que precisam ser seguidas:

Para o ambiente de trabalho

  • Fique atento aos decretos federais, estaduais e municipais.
  • Organize o galpão de operações para que seja possível manter a distância de 2m entre cada pessoa.
  • Dê preferência para ventilação natural, é hora de abrir as janelas para o vento circular.
  • O uso do elevador, quando existir, deve ser limitado, garantindo um espaçamen­to mínimo de 2m entre as pessoas. Recomenda-se a utilização, preferencialmente, de escada.
  • Deixe à disposição dos colaboradores, em local de fácil acesso, borrifadores com álcool 70%.
  • Realize a limpeza e desinfecção de objetos e superfícies que sejam tocados com frequência, utilizando água e sabão ou borrifando álcool.
  • O uso de máscaras deve ser estendido a TODAS as áreas da indústria.
  • Disponibilize garrafas de água para uso individual, desativando bebedouros.
  • Dê preferência ao fornecimento de refeição individualizada (marmita), evitando a formação de filas e aglomerações, limitando, de qualquer forma, a utilização simultânea de, no máximo, 50% da capacidade total do local.

Para os colaboradores

  • Adote procedimentos de higienização na entrada das fábricas, disponibilizando lavatório com água e sabonete líquido, álcool em gel, toalhas de papel não reciclado, com informativo afixado em local de fácil visualização, contendo orientações de prevenção de contágio e disseminação da doença.
  • Faça medição de temperatura na entrada das fábricas, impedindo o acesso de todos aqueles que apresentarem temperatura superior a 37,8º C.
  • Oriente o trabalhador a evitar aperto de mão ou abraço.
  • Disponibilize material educativo, como cartazes, panfletos e cartilhas contendo dicas e orientações de prevenção à covid-19. Utilizar as mídias sociais (se for o caso) e meios eletrônicos da empresa como forma de sensibilização dos funcionários.
  • Oriente os colaboradores a vestirem o uniforme, ou roupa de trabalho, somente no local de trabalho. Uniformes, EPIs e máscaras não devem ser compartilhados e devem ser constantemente trocados e higienizados.

Cuidados com motoristas, fornecedores e terceirizados

  • Visitas de arquitetos, projetistas, designers, varejistas e profissionais da indústria de máquinas e equipamentos deverão ser autorizadas e planejadas com antecedência e todos deverão adotar os mesmos procedimentos sanitários previstos neste documento.
  • Motoristas devem limpar a cabine do caminhão várias vezes ao longo do dia. Concentre-se especialmente nas maçanetas internas e externas, no volante e no painel. É importante desinfetar as mãos com álcool ao entrar e sair da cabine do motorista. Alternativamente, lave as mãos com água e sabão.
  • Use máscara quando estiver fora do caminhão e, se obrigatório o contato mais próximo com outras pessoas, coloque luvas para manusear equipamentos e/ou documentos (principalmente os de uso comum) dentro das instalações.
  • Fique na cabine do motorista sempre que possível e permitido, enquanto estiver nos locais de embarque e entrega.
  • Deve ser restrita a entrada e circulação de pessoas que não trabalham no parque fabril, especialmente fornecedores de materiais, que, se necessária a entrada, deve ser restrita a ambiente de descarga. A visita deve durar o me­nor tempo possível. Para essas pessoas, deve ser oferecida higienização das mãos com água e sabão ou álcool 70%, antes de adentrarem a área.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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