Sociedades Garantidoras de Crédito ajudam pequenos negócios a manter as portas abertas

Sociedades Garantidoras de Crédito ajudam pequenos negócios a manter as portas abertas

Sem alternativa para contornar a crise ocasionada pelo novo coronavírus, o empresário Maurício Chagas Calassa, proprietário da Sensassom Áudio System, de Guarapuava, na região Centro do Paraná, recebeu aval da Sociedade Garantidora de Crédito (SGC), a qual é associado, para obter crédito junto a uma instituição financeira cooperativa e contou ainda com a indicação das melhores condições de taxas de juros e prazo de pagamento, incluindo carência. Com todos os eventos cancelados em função da pandemia, o empresário, que atua há 34 anos no ramo de eventos, viu seu faturamento despencar.

Gerador de 12 empregos, entre diretos e indiretos, Calassa afirma que, antes da pandemia, realizava em torno de 25 eventos por mês. “O crédito bancário veio como um fôlego até que tudo volte dentro do novo normal, o que deve ocorrer a partir de novembro”, projeta. Segundo ele, o processo para a obtenção de crédito foi ágil graças ao papel de sua SGC, que concedeu as garantias necessárias e auxiliou na tomada de decisões. “É um recurso financiado pela Instituição financeira garantida pela SGC que está ajudando a manter minha empresa viva”, frisa.

O empresário está entre os 4.500 empreendedores apoiados pelas SGC neste ano. O sistema funciona como uma associação entre empresários, contando com o apoio do Sebrae, instituições financeiras e entidades públicas, com o objetivo de fornecer garantias (aval, fianças) para a obtenção de crédito.

“Em linhas gerais, as SGC ajudam no acesso ao crédito, ofertam garantias, assessoram a pequena empresa durante o processo de busca de financiamento em melhores condições em termos de taxas e prazos de pagamentos. A Sociedade tem uma particularidade que é o olho no olho, conhecer a história de cada empreendedor, o atendimento personalizado e, principalmente, orientar os empresários na busca pelo crédito saudável e acompanhá-los até o final do processo”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Em Maringá, na região Noroeste, a empresária Simone Daiane Rosas, proprietária do Tacoss Cozinha Mexicana, conta que, com a pandemia, precisou dispensar seis dos 12 funcionários. Para isso, utilizou parte do capital de giro da empresa. Com o objetivo de não recorrer à utilização do limite da conta no banco, a empreendedora buscou a assessoria da SGC para contornar a situação e ganhar fôlego com a despesas.

“Reabrimos há três semanas o restaurante para o atendimento presencial. Mesmo assim, tivemos uma redução no fluxo de clientes de aproximadamente 90% durante a semana e de 70% nos fins de semana. Em compensação houve um incremento no delivery, que nos dá um retorno menor do que o presencial, mas que ajuda a manter o negócio”, diz.

O empresário Júnior André Destefeni, proprietário da Refrigeração Fique Frio, em Toledo, no Oeste do Paraná, que já era associado a SGC antes mesmo da pandemia, buscou novamente auxílio para obter crédito junto a uma instituição financeira parceira visando minimizar os impactos da crise.

A primeira medida adotada na empresa, fundada há 28 anos, foi o corte de despesas, com o objetivo de manter os 12 postos de trabalho. Posteriormente, houve a necessidade de buscar crédito. Aproximadamente 30% do recurso obtido, segundo ele, será utilizado para capital de giro da empresa e o restante para futuro investimentos. “Com o cenário incerto, ainda não tenho definido no que vou investir, mas acredito que já tivemos outros períodos instáveis economicamente e politicamente no país. É preciso se reinventar, ter um mix de produtos e serviços e estar presente nas mídias digitais”, reforça.

No Brasil existem 14 SGC em operação que juntas já concederam garantias de crédito há mais de 17 mil pequenos negócios, representando o volume de R$ 522 milhões em garantias e R$ 732 milhões em crédito concedido junto a Instituições Financeiras conveniadas. O Sebrae é parceiro das SGC por meio da disponibilização de recursos para a formação de Fundo de Risco Local (FRL), os quais juntamente com recursos de parceiros e da própria SGC, possibilitam o apoio a pequenas empresas formalizadas na concessão de garantias de crédito para os pequenos negócios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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