Você já ouviu falar em profissão liberal? Veja as vantagens e desvantagens

Você conhece a categoria dos profissionais liberais? Eles podem trabalhar por conta própria ou buscar os melhores benefícios corporativos em uma grande empresa.
Além disso, são muita vezes confundidos com os autônomos, mas existem diferenças fundamentais entre essas duas modalidades, sendo importante valorizar estas diferenças para se destacar no mercado de trabalho.
Todos os anos, milhares de profissionais liberais são formados pelas universidades e ingressam no mercado, já que esta é uma das categorias que mais crescem no país.
Portanto, para ter sucesso profissional e uma carreira financeiramente estável, é preciso estar sempre muito bem preparado e informado sobre o mercado e as diversas formas de trabalho.
O que é um profissional liberal?
É aquele que precisa ter nível universitário ou técnico para exercer a sua profissão, que por sua vez precisa estar entre as atividades liberais previstas em uma legislação própria.
Esta é a principal diferença em relação à categoria de autônomos, que não precisam necessariamente de nenhuma qualificação profissional para exercer a sua atividade.
As atividades dos profissionais liberais são regulamentadas e fiscalizadas por entidades de classe – conselhos profissionais como OAB, CRM, CREA etc., que também definem os procedimentos técnicos e éticos de cada profissão.
Este profissional exerce atividade intelectual e pode responder criminalmente por suas ações, por isso deve necessariamente estar registrado.
O profissional liberal pode optar por trabalhar sozinho, abrir uma empresa ou ser empregado pelo regime CLT, e a categoria conta com profissionais como administradores, advogados, arquitetos, biólogos, contabilistas, dentistas, economistas, enfermeiros, engenheiros, escritores, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, fotógrafos, jornalistas, médicos, nutricionistas, professores, psicólogos, publicitários, químicos, sociólogos, tecnólogos, veterinários, entre outros.
Vantagens
Algumas das principais vantagens do profissional liberal são:
- Hierarquia – não precisa obedecer a uma figura superior;
- Flexibilidade de horário – mesmo tendo de que cumprir prazos com clientes, é possível conciliar melhor o trabalho com lazer, exercícios físicos, momentos com a família etc.;
- Independência – não necessita das vagas do mercado de trabalho, podendo trabalhar por conta própria;
- Ganhos – dependendo da produtividade, pode ganhar mais do que no regime CLT.
Desvantagens
Algumas das principais desvantagens são:
Renda indefinida – não ter a renda garantida todo mês pode prejudicar o controle do orçamento;
Emergências – em caso de imprevistos (como acidentes e doenças), pode ter dificuldades financeiras;
Fazer tudo sozinho – precisa ser o próprio vendedor (marketing pessoal), o próprio administrador (encontrar as possibilidades do mercado e cuidar de toda a parte administrativa), e saber as leis e exigências do exercício da profissão.
Tributação
Ao prestar serviços, o profissional liberal deve pagar Imposto de Renda (como pessoa física ou jurídica), INSS, PIS e ISS
Ao trabalhar como funcionário, o INSS é retido pela empresa contratante. No entanto, ao trabalhar por conta própria ou prestar serviços para pessoas físicas, deve manter o controle dos tributos.
Deste modo, para gerir as questões tributárias e manter o controle sobre a própria atividade exercida, é muito importante fazer uma contabilidade adequada para o profissional liberal, seja ela realizada pelo próprio profissional ou terceirizada para um especialista.
Estrutura sindical
Os profissionais liberais têm sindicatos próprios, de acordo com cada atividade. Os primeiros sindicatos de profissionais liberais do país são os de médicos, engenheiros, corretores de imóveis e de contabilistas.
De acordo com a Confederação Nacional de Profissionais Liberais (CNPL), atualmente existem mais de 530 sindicatos para essa categoria no país.
Conforme o artigo 583 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os agentes ou trabalhadores autônomos e profissionais liberais — não organizados em empresas — devem recolher a contribuição sindical anual aos seus respectivos sindicatos.
A contribuição deve ser paga até o último dia útil do mês de fevereiro, todos os anos, por meio da Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical Urbana (GRCSU), disponível em todos os canais da Caixa Econômica Federal, como agências bancárias, casas lotéricas, correspondentes bancários e postos de autoatendimento.
Isso também pode ser realizado nas agências do Banco do Brasil ou em qualquer agência bancária que integre o sistema de arrecadação de tributos federais. É importante lembrar que o pagamento tem que ser feito mesmo que o profissional não seja filiado a nenhum sindicato.
Regulamentação profissional
Ao longo dos anos, as categorias de profissionais liberais conseguiram conquistas importantes nas regulamentações de suas atividades, como pisos salariais; condições mínimas para o exercício profissional; jornadas de trabalho; códigos de ética; órgão regulamentador e fiscalizador da profissão (OAB, CRM, CREA etc.), tudo regulamentado por normas e leis específicas de cada área.
Em muitas atividades regulamentadas, nas quais o registro é obrigatório para seu exercício regular, deve-se pagar uma anuidade para se manter associado à entidade de classe. Deste modo, é indispensável conhecer as normas da profissão e estar em dia com o registro.
Algumas atividades específicas, no entanto, não exigem formação universitária ou mesmo técnica para sua prática profissional, como escritores, autores teatrais, compositores musicais etc.
Nestas situações, para comprovar a capacidade de exercer uma atividade, normalmente o profissional precisa passar por uma prova no conselho de sua categoria para poder se registrar.
Como visto, as profissões liberais têm diversas vantagens e desvantagens, por isso é muito importante analisar com cuidado as possibilidades antes de escolher por uma carreira nesta categoria, ou mesmo para trilhar o caminho do sucesso profissional.








