Conheça as mulheres que comandam a empresa líder do mercado de motopeças na América Latina

Conheça as mulheres que comandam a empresa líder do mercado de motopeças na América Latina

No universo das duas rodas, interpretado por muitos ainda como masculino, a empresa paranaense Laquila (www.laquila.com.br), líder do mercado de motopeças da América Latina, é comandada por três mulheres. O cargo de diretora-executiva é ocupado por Rosy Souza, e as gerências de Suporte Comercial e de Desenvolvimento de Produto são, respectivamente, de responsabilidade das irmãs Iael Trosman e Érica Trosman, sócias proprietárias da empresa.

Além disso, outros cargos de coordenação e gestão são ocupados por mulheres, entre eles as gerencias administrativa, financeira e comercial. O perfil feminino não está só nas áreas gerenciais e administrativas: 50% dos colaboradores são do sexo feminino e, na fábrica, a preferência é das mulheres.

“Há atividades que preferimos que sejam feitas por mulheres em razão de um toque de delicadeza. Na fábrica, quase 100% dos cargos é ocupado por mulheres. Elas têm mais atenção no detalhe, o que é da natureza feminina. No processo de checagem, também contamos com as mulheres por esse motivo”, diz Iael. Isso não quer dizer, porém, que a empresa contrate só mulheres.

Foco na competência

“Nosso foco está nas competências. Pensamos em equidade, em dar oportunidade para todos. Mas tivemos, sim, uma mudança nas gerências que hoje contam com mais mulheres do que antigamente”, ressalta Rosy.

Para chegar aos postos, as três mulheres tiveram que superar barreiras, especialmente durante o processo de importação de produtos oriundos de outros países, e o preconceito em eventos do segmento, como as tradicionais feiras.

“Há 12 anos, quando eu comecei, sentia que havia preconceito. Na China, era comum falar e ser ignorada. Eu aprendi a me posicionar e, se for necessário, bater na mesa para ser ouvida”, conta Iael. “Nós fomos muito trabalhadas na área da mecânica, que é a mais complexa do nosso negócio. Entramos em locais e falamos a mesma língua dos outros”, ressalta.

Conquista de espaço

Laquila_1.jpgAs oportunidades não foram dadas apenas aos membros da família. Rosy está há 26 anos na companhia e foi galgando espaço. Inicialmente, na área de finanças, onde obteve a sua formação, para, na sequência, ganhar novas responsabilidades. “Eu aprendi muito aqui, foi a minha escola. Assumi a minha primeira gerência em 2007, na área de Comércio Exterior e Importação, e, em 2014, a diretoria de Operações”, conta. “Cada uma delas foi um desafio imenso. Entrava com a cara e a coragem e ia aprender sobre, sempre buscando entender mais sobre o segmento e com muito apoio da família”, acrescenta.

O caminho seguido pela empresa sob o comando feminino está rendendo bons frutos. De 2018 a 2019, a Laquila registrou crescimento de faturamento de 10,7%. Mesmo com os reflexos da pandemia, a empresa ainda projeta crescimento para 2020.

Em seu portfólio, a companhia conta com 25 marcas próprias e representa 16 empresas, entre companhias nacionais e internacionais, com 60 escritórios de representação espalhados pelas cinco regiões do país, além de equipe de vendas própria.

Produtos femininos

Não à toa, a Laquila desenvolve produtos voltados às mulheres. No portfólio da TEXX, marca de vestuário e acessórios da empresa paranaense, todos os produtos masculinos também estão disponíveis para o sexo feminino.

“Inicialmente, a gente desenvolvia itens pensando no marido que gostaria de presentear a esposa. Agora, nós criamos e produzimos já pensando no público feminino. Isso faz com que haja um resultado melhor no caimento e no conforto da mulher”, explica Érica. Ela lembra também que já houve o movimento inverso: o desenvolvimento de acessórios femininos pensados para as mulheres e que atraíram os homens.

Mas se engana quem pensa que as mulheres focam apenas na parte dos acessórios e não compreendem os aspectos mecânicos das motos. “Acompanhamos grupos femininos de motociclistas. Elas entendem de tudo: trocam disco, fazem a manutenção da máquina como um todo”, diz Érica. Nesse aspecto, uma das diferenças entre homens e mulheres é a preocupação com a qualidade. “Se for necessário, ela atrasa a manutenção para ter a garantia de uma peça de qualidade”, comenta.

Amor pelas duas rodas

E esse amor pelo universo duas rodas é compartilhado pelas irmãs há muito tempo, facilitando o entendimento do mercado. “Nosso pai andava de moto e sempre nos inseriu neste mundo. Nós crescemos dentro de uma loja de motopeças. Desde sempre, convivemos com aquilo, com o universo da mecânica, das motos”, relembra Iael.

“Lembro de estarmos na praia e brigarmos para ver quem andaria na garupa do pai. Tudo isso se transformou em uma grande paixão, que carregaremos para o resto de nossas vidas”, completa Érica.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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