Mesmo com recuperação gradual, setor calçadista deve voltar ao patamar de 16 anos atrás

Mesmo com recuperação gradual, setor calçadista deve voltar ao patamar de 16 anos atrás

Quarta maior produtora de calçados do planeta, a indústria brasileira deve retornar a patamares produtivos de 16 anos atrás em 2020. Esta e outras projeções serão apresentadas no evento Análise de Cenários no próximo dia 5 de novembro, a partir das 16h30min.

Aberto ao público, com inscrições gratuitas, o evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) será realizado no formato digital e conduzido pela coordenadora de Inteligência de Mercado da entidade, Priscila Linck, e pelo doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis. 

Priscila explica que o objetivo do evento é “jogar luz” sobre o quadro da indústria calçadista brasileira, extremamente afetada pela pandemia do novo coronavírus, especialmente pelos efeitos no mercado interno.

Queda passará de 28% este ano

“O varejo doméstico responde por mais de 85% das vendas do setor calçadista, então as restrições impostas pela pandemia acabaram tendo um impacto muito forte”, explica. Até agosto, conforme dados elaborados pela Abicalçados, a produção encolheu 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção da entidade é de que, com uma leve recuperação das vendas internas e das exportações nos últimos meses do ano, o setor termine 2020 com um revés de 28,6%.

“São cerca de 260 milhões de pares produzidos a menos. É como se o setor ficasse de dois a três meses totalmente inativo”, ressalta Priscila, acrescentando que a indústria calçadista voltará ao patamar de 16 anos atrás.

Exportações

Apesar de ter um impacto menos significativo, as exportações de calçados também despencaram em 2020. De janeiro a setembro, a queda foi de 24,4%, em volume, em relação ao ano passado. A projeção é de que 2020 encerre com revés médio de 26,6%. “Neste cenário, voltaremos aos números de 37 anos atrás”, conta Priscila. 

Além da análise do ano de 2020, o evento contará com projeções para 2021, quando o setor deve iniciar uma recuperação mais substancial.

O Análise de Cenários é promovido pela Abicalçados e conta com patrocínio da Blu e apoio dos sindicatos das indústrias de calçados de Birigui, Franca, Jaú, Três Coroas, Igrejinha, Parobé, Nova Serrana, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link.

Dados do setor

2019
Produção: 908 milhões de pares
Exportação: 115,2 milhões de pares
Emprego: 269 mil postos diretos

*2020
Produção: -28,6% (650 milhões de pares)
Exportação: -26,6% (85 milhões de pares)
Emprego: – 17,4% (222 mil postos diretos)

*Projeções Abicalçados

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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