Portfólios de investidores avessos à diversificação no exterior apresentam maior risco e menor eficiência

Portfólios de investidores avessos à diversificação no exterior apresentam maior risco e menor eficiência
O estudo “Preso em Casa: Home Bias em Portfólios”, que analisa a propensão de pessoas ou instituições investirem em ativos domésticos em detrimento dos externos, revela que a tendência é prevalente em todo o mundo, e mais forte ainda em mercados em crescimento, como o brasileiro.

O paper que acaba de ser divulgado pela Mercer, líder global de consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos, constata que, embora o home bias resulte em concentrações de risco abaixo do ideal, reduzindo a eficiência dos portfólios e tornando-os vulneráveis a uma variedade de riscos de curto prazo, o fenômeno ainda é preponderante por uma série de razões, como a incidência de impostos, a volatilidade cambial, barreiras regulatórias e custos de transação.

“É importante reconhecer que as regulamentações governamentais geralmente limitam o nível permitido de exposição internacional – mas, em nossa experiência, de modo geral os investidores subutilizam a permissão de exposição internacional dessas normas”, afirma Mauricio Martinelli, líder de Investimentos da Mercer Brasil.

Hora de sair de casa

De acordo com o estudo, ao se concentrarem demais no mercado doméstico, os investidores negligenciam todo o espectro de oportunidades, como investimentos em empresas de tecnologia inovadoras e disruptivas e setores econômicos para os quais não há como ter exposição no mercado doméstico. “Os universos de investimento doméstico geralmente oferecem participações muito limitadas no crescimento econômico e corporativo global”, contextualiza Martinelli.

Outra limitação comum do home bias é a variedade, a qualidade e a profundidade das estratégias e dos produtos de investimento oferecidos. O significado disso pode ser ainda mais problemático em países com pequenos mercados de capitais e setores financeiros em desenvolvimento. As ofertas domésticas podem limitar-se a simples mandatos de títulos e ações domésticos, gerenciados por um

“Temos estimulado nossos clientes a revisar suas alocações estratégicas e a reavaliar a lógica do investimento direcionado ao home bias em diferentes classes de ativos. O lar é onde está o coração, mas às vezes os investidores devem sair de casa para obter os melhores resultados de investimento”, conclui Martinelli.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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