Como se adaptar ao retorno parcial das atividades presenciais

Como se adaptar ao retorno parcial das atividades presenciais
Young girl wearing headphones during online job briefing from home.

Uma tendência de mercado que já era vista antes da chegada da Covid-19, a possibilidade de trabalho remoto tornou-se uma realidade para uma grande parcela dos brasileiros. De acordo com a pesquisa “Covid-19 Consumer Study”, do IBM Institute for Business Value (IBV), 52% dos entrevistados no País querem manter o home office após a pandemia, enquanto apenas 10% dos colaboradores desejam voltar aos escritórios e trabalhar presencialmente.

Com a retomada parcial da rotina para alguns postos de trabalho, um novo modelo ganha visibilidade: o trabalho híbrido. A pesquisa aponta que 25% dos brasileiros desejam retomar as atividades presenciais, mas podendo trabalhar de casa eventualmente. 

De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em setembro, 11,7% dos brasileiros estão trabalhando no modelo de home office, número que representa uma leve redução se comparado com o levantamento anterior. Atualmente, aproximadamente 8,4 milhões de pessoas continuam trabalhando de casa no Brasil. 

Para o coordenador dos sistemas de Saúde do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Jefferson Vachowicz, o trabalho híbrido, que inclui dias presenciais e remotos, desperta ainda mais a necessidade de organização por parte de colaboradores e gestores.

“Disciplina e planejamento são dicas para qualquer modalidade de trabalho. O ideal é sempre começar planejando o dia, elencando atividades e definindo as metas para conclusão. A disciplina precisa ser estabelecida desde a hora de acordar até o horário de encerrar o expediente”, explica Jefferson Vachowicz. 

Além disso, as questões pessoais e familiares devem receber mais atenção. “É essencial conscientizar as pessoas que fazem parte do seu convívio. Explicar que em determinado período, embora você esteja presente, está dedicado ao seu trabalho e deixar clara sua nova rotina. Também é primordial que o colaborador organize sua agenda e saiba o horário de parar, já que os familiares podem começar a sentir sua ausência, mesmo que alguns dias de trabalho sejam em casa”, ressalta. 

“Para empresas que pretendem adotar esses modelos por mais tempo, a estrutura fornecida ao colaborador faz toda a diferença. A ergonomia do ambiente de trabalho em casa e a conexão com internet, que apresenta lentidão em alguns momentos, são dois pontos essenciais para que o trabalhador tenha sucesso. Além disso, a empresa precisa ter compreensão, já que, no home office, interrupções como crianças brincando, cachorros latindo e barulhos de reformas são inevitáveis”, finaliza Vachowicz. 

Crédito da foto: Envato Imagens

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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