Pesquisa sobre o Pix aponta grande adesão ao serviço e número de CPF sendo o mais utilizado

Pesquisa sobre o Pix aponta grande adesão ao serviço e número de CPF sendo o mais utilizado

Uma pesquisa realizada com 831 pessoas de todas as regiões do Brasil constatou que 77% delas já sabe o que é o Pix, sistema de pagamentos e transferências bancárias criada pelo Banco Central a fim de facilitar transações financeiras. O estudo feito pela Toluna, empresa que fornece insights em tempo real sobre os consumidores, também constatou que 71% dos pesquisados recebeu informação de seu(s) banco(s) sobre o Pix, e 69% afirmam ter visto informações sobre o novo sistema na mídia.

“O resultado me surpreendeu. Achei que a participação seria pequena, mas mais de 70% dos respondentes conhecem o assunto”, disse o Prof. William Eid Junior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas, ao analisar os resultados. “Fiz um cruzamento com renda mensal e, claro, há diferenças. Maior renda indica maior conhecimento, mas mesmo nas faixas de menor renda temos 70% de respondentes conhecendo o sistema. O que significa que a divulgação da informação foi muito bem feita”, afirma o professor. 

Com o início do cadastramento das chaves Pix pelos bancos, os clientes receberam comunicados para efetuar o registro de seus dados. 55% dos entrevistados respondeu que já cadastraram seus dados. Já 44% disse que ainda não fez o registro. 

Entre as opções disponíveis para cadastramento de chave estão o CPF, o email pessoal, número de telefone celular, podendo também escolher uma chave aleatória sem precisar colocar seus dados. Questionados, 48% disse ter cadastrado o CPF, 34% cadastrou o email, 31% registrou seu número de telefone e 16% respondeu ter cadastrado a chave aleatória.

Os entrevistados que não cadastraram a chave Pix foram questionados sobre o motivo. 58% disse que cadastrará depois, 18% disse não saber como cadastrar, 12% disse não confiar em informar seus dados e 12% respondeu que não pretende cadastrar. 

“Outro dado interessante: só 22% dos respondentes têm conta em um banco. O Brasil tem 400 milhões de contas, segundo o Banco Central, mas só 100 milhões de bancarizados. A resposta confirma: as pessoas têm mais de uma conta”, concluiu o professor William Eid. 

A pesquisa da Toluna foi realizada entre os dias 14 e 16 de outubro de 2020, com 831 pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Abep – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Estudo feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de margem de confiança.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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