4 razões para trocar de emprego em 2021

4 razões para trocar de emprego em 2021

Saber o momento certo para trocar de emprego sempre foi um desafio para qualquer pessoa. A pandemia causada pelo novo coronavírus, que também impactou o mercado de trabalho, fez com que novos critérios fossem utilizados na hora de avaliar se sair do emprego atual para um novo vale a pena. Mudanças nas relações trabalhistas, cortes salariais, os altos e baixos de algumas áreas, são fatores que influenciaram o profissional brasileiro a pensar em novas oportunidades de trabalho.

Uma pesquisa recente, realizada pelo site de empregos Catho, aponta que 90% dos profissionais desejam encontrar um novo emprego em 2021. A seguir, especialistas em carreiras, facilites e benefícios, apontam 4 razões que podem motivá-los nessa troca e que vão muito além do salário atual.

1. Flexibilidade

Ter um emprego flexível sempre foi o sonho de qualquer colaborador, mas agora pode se tornar realidade. Isso porque já existem empresas que oferecem uma rotina flexível e menos intensa. Exemplo disso são as empresas que começaram a priorizar mais as entregas de seus colaboradores do que o horário cumprido. Dessa forma, os profissionais podem encerrar suas atividades assim que entregarem todas as demandas do dia, seja mais cedo ou mais tarde.

Local de trabalho flexível também pode ser considerado na hora de trocar de emprego. Pamela Paz, CEO da John Richard, empresa de locação de móveis, acredita que flexibilidade é uma palavra que veio para ficar no mundo do trabalho após a pandemia. A executiva acredita que a flexibilidade nos empregos , com possibilidade de home office e novos formatos de locais de trabalho, pode ser uma razão a ser avaliada pelo colaborador na hora de trocar de emprego.

“O colaborador pode adotar como critério na hora de buscar um novo emprego em 2021, oportunidades que ofereçam home office frequente e espaços flexíveis com fornecimento de equipamentos ergonômicos de trabalho. Essa é uma prova de que a flexibilidade veio para ficar, e isso é perceptível até mesmo por grande parte das empresas que já pensam na entrega de sua estrutura fixa em 2021”, explica Pamela. 

2. Saúde e qualidade de vida 

Com a pandemia em 2020 já deu para entender que saúde sempre deve ser prioridade. As formas de trabalho mudaram e as necessidades também, logo, buscar emprego em empresas próximas à residência pode ser um critério na hora de avaliar a troca de emprego em 2021. Isso traz qualidade de vida e exige do colaborador menos tempo desperdiçado no trajeto e no trânsito.

Para João Resch, gerente de renumeração da Carreira Muller, empresa especializada em renumeração e carreira, a crise fez com que o profissional priorizasse questões mais básicas antes de pensar em trocar de emprego, e isso pode pesar muito mais na decisão, do que outras razões como salário e plano de carreira. “ Quando somos expostos a momentos difíceis, naturalmente nos voltamos às questões mais básicas, como bem-estar, saúde e família. Ao considerar uma mudança de emprego, esses podem ser fatores que pesem nas decisões, muito mais que salário ou crescimento na carreira”, afirma.

3. Plano de benefícios

Novos benefícios e incentivos podem surgir daqui para a frente, principalmente olhando esse novo viés no mercado de trabalho. Sendo assim, um plano de benefícios flexíveis, que deixa na mão do colaborador a decisão de escolher aquele que atenda à sua necessidade, pode fazer com que até mesmo o colaborador com mais tempo de casa não pense duas vezes antes de trocar de emprego.

Um plano recheado, com diversas opções, incluindo incentivos modernos para gastar com academia, pets, cabelereiro e até mesmo com a personalização do home office, também pode ser uma razão considerável para a troca de emprego em 2021, é o que diz Ronn Gabay, especialista em benefícios na Bematize.

Segundo Gabay, essa é uma tendência daqui para a frente e as empresas que quiserem reter seus talentos devem pensar em uma forma de oferecer benefícios. “As novas formas de trabalho, a ascensão do home office e a pandemia, fizeram com que o trabalhador valorizasse mais seu plano de benefícios. Por isso, ele vai buscar empresas que ofereçam aquilo que atenda às suas necessidades. Logo, as empresas devem repensar a sua gestão de benefícios de uma forma que possa acompanhar essa tendência, e assim, reter talentos”, explica Gabay.

4. Possibilidade de carreira à curto prazo

Os trabalhadores mais jovens, na faixa dos 24 aos 35 anos, exigem ascensão de carreira e plano de cargos à curto prazo. Encontrar empresas que ofereçam isso a eles pode ser um “adeus” ao emprego atual, já que muito tempo no mesmo cargo e função não os agrada tanto. Como consequência, o turnover na maioria das empresas pode aumentar.

Um estudo realizado pela Carreira Muller, identificou que em boa parte das empresas pesquisadas, “assumir uma função superior” é o fator principal que leva as pessoas a deixarem a organização.

Para João Resch, estar bem consigo mesmo é essencial antes de trocar de emprego. Dessa forma, será possível avaliar as oportunidades com sinceridade e coerência.

“Lembre-se de que, para entregar alta performance, encontrar seu propósito e crescer profissionalmente, é importante que questões básicas estejam bem resolvidas antes de considerar as propostas de salário, benefícios e carreira. Desse modo, o colaborador não troca o certo pelo duvidoso”, explica Resch.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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