7 fatos sobre Open Banking que você deve saber

7 fatos sobre Open Banking que você deve saber

Uma das iniciativas voltadas à modernização do sistema financeiro brasileiro, o Open Banking está prestes a iniciar sua primeira fase. Realidade na União Europeia e no Reino Unido, a novidade permitirá, desde que haja consentimento do cliente, o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas por instituições financeiras, de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. 

Na prática, cada cliente poderá usar seus dados em seu benefício, para encontrar produtos e serviços que mais se adequem à sua necessidade, sem precisar iniciar relacionamento com a instituição financeira ofertante. Como os dados passam a ser do cliente, poderão ser compartilhados com outras empresas, para além dos bancos, como as fintechs. 

Segundo Rafael Pereira, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), entidade que integra o conselho deliberativo da estrutura de governança do Open Banking, o sistema tende a transformar o cenário financeiro do país. De acordo com ele, empoderado, o consumidor poderá usufruir de ampla variedade de serviços financeiros, ter acesso a taxas de juros mais atrativas, maior limite de crédito, bem como mais agilidade e menor custo nas operações. 

E, para mostrar o que efetivamente vai ocorrer a partir da implementação do Open Banking, que será feita de forma gradual, em um processo que deve começar em fevereiro e se estender até dezembro de 2021, a ABCD listou sete fatos importantes sobre o novo sistema. 

1) Registro no open banking não é automático

Para compartilhar os dados, é preciso que os clientes autorizem.  Diante desse  consentimento, com  validade de 12 meses, será possível enviar os dados à instituição escolhida. Poderão aderir ao Open Banking todas as pessoas físicas e jurídicas que mantêm relacionamento destinado à prestação de serviço financeiro ou à realização de operação financeira com as instituições participantes.

2) Processo de autorização segue passos

Primeiro deverá ser fornecido o consentimento no ambiente da instituição que se deseja que tenha acesso aos dados. Em seguida, haverá o redirecionamento para a instituição financeira ou de pagamento atual. Nesse ambiente, ocorrerá a autenticação da identidade e confirmação  do compartilhamento. O último passo consiste no redirecionamento ao ambiente da solicitação inicial para aprovação final. Somente depois de todas essas etapas, os dados serão compartilhados. 

3) Só titular dos dados pode autorizar compartilhamento

As instituições financeiras ou de pagamento não poderão dividir informações sem o consentimento expresso do cliente. Vale lembrar que é possível cancelar o compartilhamento de dados, tanto na instituição para qual foi dado o consentimento quanto naquela em que se mantém relacionamento. Após a solicitação, a autorização será cancelada de forma imediata ou, no caso de pagamentos iniciados, em até um dia.

4) Compartilhamento de dados é gratuito e só pode ser feito online

Nenhuma taxa será cobrada dos clientes dos serviços financeiros, que só poderão autorizar o Open Banking por meio de canais digitais, como mobile e internet banking das instituições financeiras ou de pagamentos. 

5) Compartilhamento de dados começa em julho de 2021

A previsão é que, a partir do dia 15 de julho do ano que vem, os clientes já possam pedir o compartilhamento de informações cadastrais e transacionais de contas de depósito à vista, poupança, pagamento pré-pago, cartão de crédito e de operações de crédito. Dados sobre investimentos e seguros poderão ser compartilhados no futuro.

6)  Participam do Open Banking todas as instituições autorizadas pelo Banco Central

Algumas instituições têm participação obrigatória desde o início do Open Banking, enquanto outras poderão decidir se participam ou não.

7) Open Banking é seguro

Cada instituição participante do Open Banking é responsável por garantir a segurança do compartilhamento dos dados de seus clientes. Aumentar a segurança em relação aos dados dos usuários é um dos principais objetivos do Open Banking. Por isso, foram criados mecanismos para garantir a autenticidade e segurança das instituições participantes, que irão compartilhar os dados de forma criptografada. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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