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Renda extra: aprenda como precificar doces para vender com boa margem de lucro

Iniciar um negócio, além da oportunidade de gerar renda, estimula o empoderamento e o crescimento da autoestima, sobretudo em tempos de crise, em que iniciativas precisam ser tomadas para manter as contas em dia. Para obter sucesso, é fundamental ter lucratividade e o primeiro passo é precificar adequadamente o produto.

Por isso, a empreendedora e confeiteira Tábata Romero, que se tornou sucesso nas redes sociais por influenciar mulheres a conquistarem a independência financeira, apresenta todos os passos para iniciar o negócio. O conteúdo é da plataforma de cursos gratuitos Meu Plano D e ensina como saber o  custo do produto e o valor da mão de obra, como obter lucro e fazer a organização financeira, essencial para o reinvestimento e a continuidade do negócio, além de compartilhar planilhas e fórmulas simples para ajudar a fazer os cálculos.

Confira abaixo sete dicas para precificar doces para a venda:

  1. Faça a conversão da receita. É o primeiro passo da precificação e deve considerar todos os ingredientes em gramas, em vez de xícaras e colheres, que devem ser devidamente pesados. O açúcar e a farinha, que vêm em quilos no pacote, devem ser convertidos em gramas também. No caso de litros, leve em consideração que 1 litro pesa 1kg, ou seja, 1000gr.
  2. Crie a ficha técnica da receita: Para entender o custo real da receita, é necessário criar uma tabela com cinco colunas, divididas em: (A) ingredientes, (B) peso da embalagem fechada, (C) preço da embalagem fechada, (D) quantidade utilizada e (E) preço final. Para chegar ao preço final, use a seguinte fórmula na calculadora do próprio celular: D vezes (x) C dividido (÷) por B resulta (=) em E para cada ingrediente. No fim, some o total para chegar ao preço final da receita completa. Dica: leve em consideração a quantidade precisa de produtos que é utilizada na receita.
  3. Definição do preço de venda da receita. É necessário considerar o custo inicial da receita e adicionar 25% para os gastos incalculáveis, como água, energia elétrica e até mesmo o detergente usado para lavar a louça, e a taxa de desperdício, como um pedacinho de bolo que pode ficar preso na forma. Agora, multiplique por três para incluir a mão de obra e o lucro. Assim, estão cobertos todos os investimentos realizados na receita. Quando as receitas possuem rendimento por porções, é necessário dividir o total pelo número de unidades para obter o preço mínimo de cada um. Por fim, adicione o custo integral da embalagem.
  4. Avaliação da estimativa de preço e lucro. Ainda que o custo mínimo do produto seja em torno de R$ 1 para cada unidade, é recomendado avaliar os preços praticados na região para chegar à margem de lucro. Dica: nunca precifique abaixo do preço de venda da receita, caso contrário, não existirá lucratividade.
  5. Caso você queira ampliar a produção e a distribuição dos seus produtos, encontre um parceiro que possa oferecê-lo aos seus clientes. O revendedor pode vender pelo preço que você já comercializa ou mais caro. Para se chegar ao custo mínimo para a revenda, é necessário dividir o custo final da receita por três, levando em consideração que o lucro, mão de obra e os ingredientes estão incluídos e dar desconto a partir da fatia de lucro. Não se esqueça de repassar também o custo da embalagem. A revenda é uma ótima alternativa, pois se perde um pouco da fração do lucro, mas se ganha na venda em escala.
  6. Como organizar o reinvestimento. Para o crescimento do negócio, é necessário organizar o valor total acumulado a partir das vendas. O primeiro passo é dividi-lo por três, considerando os custos, a mão de obra e o lucro. A parte correspondente aos custos pode ser alocada  para a compra de novos ingredientes, enquanto a de mão de obra pode ser destinada para o pagamento das contas de água, luz e outras que fazem parte da produção. Já a fração de lucro pode ser investida para o crescimento do negócio. O gerenciamento financeiro evita que o dinheiro necessário para a compra de novos ingredientes seja diluído em meio a outros gastos pessoais, inviabilizando o negócio.
  7. Faça cursos e se aperfeiçoe Invista tempo aprendendo novos recursos e aperfeiçoe suas técnicas. Uma excelente alternativa para quem deseja conhecer ou se especializar no mercado de doces é a plataforma de cursos gratuitos Meu Plano D. Basta acessar a plataforma para ter acesso às videoaulas, que têm duração entre 10 e 20 minutos. Nos cursos, é possível absorver inspirações, técnicas, dicas e receitas desenvolvidas e testadas por especialistas para uma nova jornada empreendedora. O curso de precificação completo está disponível na plataforma, além de outros, como boas práticas de produção, receitas diversas e técnicas para vender os seus doces usando as redes sociais.
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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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