Covid-19 afeta cadeia de suprimentos de alimentação

Covid-19 afeta cadeia de suprimentos de alimentação

Uma análise da Bain & Company aponta que queda na demanda por etanol, inconsistência nas exportações e interrupções nas cadeias de suprimento de grãos e proteínas foram algumas das principais consequências do novo coronavírus para a cadeia de suprimentos de alimentação. 

Embora a indústria agrícola enfrente incertezas intrínsecas a cada estação de cultivo, poucas empresas experimentaram esse nível de incerteza em relação a essas muitas variáveis, com resultados dependentes não apenas do clima e dos mercados globais, mas também de uma pandemia e da reação de indivíduos, empresas e governos. 

Entre as principais consequências estão: 

Queda na demanda por etanol

Como os americanos se abrigaram em casa durante abril e maio, o uso de gasolina caiu cerca de 50%. Metade da produção de etanol nos Estados Unidos, que é derivada do milho, ficou fora do ar em abril e, embora as margens de produção e esmagamento tenham se recuperado com o aumento dos preços do petróleo em maio, a nova linha de base de longo prazo provavelmente ficará cerca de 20% abaixo de nossa norma histórica. Complicações semelhantes estão afetando a demanda por etanol de cana-de-açúcar brasileiro.

Colapso de refeições fora de casa

Cerca de metade de toda a carne bovina e de frango e três quartos da carne suína vendidas nos Estados Unidos são consumidos fora de casa. Com o fechamento dos restaurantes, o consumo fora de casa caiu drasticamente – mais da metade em todos os serviços de alimentação em até 90% em alguns estabelecimentos. As mudanças criaram um desalinhamento significativo entre o que os produtores são capazes de fazer – por exemplo, caixas de 40 lb projetadas para serviços de alimentação – e o que está em demanda – varejo menor e embalagens de consumo.

Interrupções nas cadeias de suprimento 

Os processadores de carne tiveram que primeiro se esforçar para reorientar sua produção de refeições fora de casa para distribuição no varejo. Então, sua própria suscetibilidade à pandemia se tornou um desafio ainda maior: surtos de Covid-19 em fábricas de carnes, laticínios e ovos forçaram o fechamento. No pico, a capacidade de carne bovina e suína caiu pela metade.

Efeitos sobre preços e gastos

Essas interrupções podem reduzir os preços significativamente para três das safras mais importantes do mundo: milho, soja e cana de açúcar. Os preços das safras podem continuar a cair significativamente, impulsionados por uma tempestade perfeita de altos estoques iniciais, uma temporada de cultivo potencialmente robusta em 2020 e a destruição da demanda tanto para biocombustíveis quanto para ração animal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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