Carta aos Presidenciáveis 2026 reúne propostas do setor empresarial para fortalecer a competitividade do Brasil

Documento construído com mais de 110 grandes empresas apresenta prioridades para o próximo governo
A Carta aos Presidenciáveis 2026 apresenta ao debate eleitoral a agenda do setor empresarial para o próximo ciclo de governo, com propostas para transformar as vantagens naturais, energéticas e produtivas do Brasil em mais competitividade, investimento, empregos e crescimento. Construído pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) com suas mais de 110 empresas associadas, o documento defende planejamento de longo prazo, segurança jurídica e políticas capazes de atravessar diferentes governos.
Esta é a quarta edição da iniciativa, realizada a cada eleição presidencial desde 2014. Na Carta de 2022, 54% das propostas apresentadas foram incorporadas ou seguidas pelo poder público, resultado que reforça o papel da iniciativa como instrumento de diálogo entre o setor empresarial e os formuladores de políticas públicas.
A Carta parte de um diagnóstico claro: o Brasil já reúne ativos que ganham valor na nova economia global, como uma matriz energética majoritariamente renovável, liderança em biocombustíveis, capacidade de produção de alimentos e uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. O desafio é transformar essas vantagens em novas cadeias produtivas, mais inovação, produtividade e renda.
Para isso, o setor empresarial propõe tratar essa agenda como política de Estado, com regras que durem mais do que um mandato, continuidade das políticas públicas e condições para que o capital privado invista com segurança no longo prazo.
“Independentemente de quem estiver no próximo governo, o Brasil terá pela frente desafios estruturais como segurança hídrica e energética, competitividade industrial, inovação, geração de empregos e proteção da natureza. Nossa contribuição é colocar a experiência do setor empresarial a serviço dessa discussão e ajudar a construir uma agenda de longo prazo para o país”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS.
Eixos de atuação
A Carta está dividida em três eixos de atuação: proteger e restaurar a natureza; acelerar a economia verde; e financiar a transformação. No primeiro, o CEBDS defende que a proteção e a recuperação dos recursos naturais sejam tratadas como uma estratégia de desenvolvimento. Entre as propostas estão transformar a restauração da natureza em uma nova fronteira econômica, ampliar incentivos à recuperação de áreas, fortalecer sistemas agroalimentares de baixa emissão, melhorar a gestão das bacias hidrográficas e incorporar a biodiversidade como ativo estratégico para os negócios.
O segundo eixo busca acelerar a transformação produtiva brasileira. O CEBDS propõe ampliar as energias renováveis, incluindo armazenamento e hidrogênio verde; fortalecer a indústria a partir de biocombustíveis, eletrificação e tecnologias de baixo carbono; desenvolver a bioeconomia; e ampliar investimentos em pesquisa, inovação e qualificação profissional. A proposta é aproveitar a posição privilegiada do Brasil para criar novas cadeias produtivas e empregos de qualidade, agregando valor aos recursos naturais e à capacidade tecnológica do país.
Já o terceiro e último eixo trata das condições necessárias para que as oportunidades se concretizem. A Carta sugere o fortalecimento das finanças sustentáveis, incluindo o mercado de carbono e a Taxonomia Sustentável Brasileira, além do aumento da eficiência do investimento público destinado à agenda climática. Para o CEBDS, nenhuma transformação dessa escala acontece sem planejamento, recursos e confiança. A combinação de políticas públicas de longo prazo, regras claras e previsibilidade é fundamental para mobilizar o capital privado e permitir que investimentos sejam realizados para além dos ciclos eleitorais.
“O Brasil que planeja e cuida, cresce. E, quando cresce assim, prospera: gera renda para quem mora na floresta, segurança para quem investe e futuro para quem chega ao mercado de trabalho”, conclui Grossi.
Confira na íntegra a Carta aos presidenciáveis: Carta Aos Presidenciáveis








