Medidas de saúde, econômicas e tecnológicas devem alavancar o transporte de cargas

Medidas de saúde, econômicas e tecnológicas devem alavancar o transporte de cargas

A inclusão dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 e a notícia de que os pneus para transporte de cargas entrarão no Brasil sem pagar Imposto de Importação – decidida pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com o objetivo de reduzir os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas – demostram a importância do setor para o País.

A redução de impostos passa a valer já nos próximos dias com a publicação no Diário Oficial da União. Já o cronograma de vacinação está sendo definido pelo Ministério da Saúde. A Confederação Nacional de Transporte (CNT) colocou à disposição do governo federal as 157 unidades operacionais do SEST SENAT como pontos de vacinação.

Importância

As medidas tem como objetivo a manutenção da economia, uma vez que as redes logísticas integradas auxiliam no fortalecimento dos níveis de comércio em todo o mundo e protegem as fontes de sustento dos cidadãos.

“Por serem considerados essenciais para o desenvolvimento do Brasil, o Ministério da Saúde atendeu a reinvindicação da Confederação Nacional de Transporte (CNT). Esse é um reconhecimento da importância do trabalho que vem sendo desempenhado pelo setor, essencial para a manutenção das atividades de todo o país”, afirma o presidente da CNT, Vander Costa, em entrevista recente.

O transporte pelas estradas é o modal mais utilizado no país. Consequentemente, devido às condições das rodovias brasileiras, os custos logísticos representam 12,1% do PIB – segundo estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD/UFRJ) – e podem comprometer até metade do orçamento das transportadoras.

Para que se tenha ideia, a logística no agronegócio se firmou como um diferencial competitivo de peso. Segundo o empresário Valdécio Bombonatto, que tem mais de 30 anos de atuação no setor de logística portuária, um dos maiores desafios do agronegócio é fazer a gestão dos insumos necessários para a produção agrícola e agropecuária, com eficiência e economia.

“O principal objetivo da logística de suprimentos é reduzir os custos de produção e comercialização, considerando desde as cargas que serão transportadas até os prazos exigidos pelas empresas agropecuárias para manter a produtividade em alta”, afirma Valdécio.

Conforme estudos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, se o Brasil solucionasse os problemas no escoamento de produtos do agronegócio, produtores teriam um ganho 35% superior ao atual.

Evolução tecnológica

Pensando neste mercado, empresários do setor portuário e do agronegócio desenvolveram um sistema eletrônico de gestão e cotação de frete que oferece uma economia de até 30% nos custos com o transporte de cargas para em todo o Brasil.

A plataforma FastFrete possibilita a realização de cotações e a integração entre embarcadores e transportadoras – principais atores no cenário da logística brasileira. Ao todo são mais de 300 transportadoras cadastradas para grãos e granel em todo o país.

“O mercado de transportes e logística está atravessando uma rápida revolução tecnológica – especialmente neste momento em que estamos vivendo – que está conectando toda cadeia, do motorista de caminhão aos transportadores e embarcadores, da indústria ao varejo”, conta o diretor comercial da FastFrete, João Bombonatto Neto .

Ele ressalta que, por meio da tecnologia, empresas e profissionais da estrada obtém maior eficiência no planejamento das viagens e redução de custos.

Segundo a NTC & Logística, o Brasil tem cerca de 2 milhões de caminhões em atividade com uma ociosidade de 60%, o que resulta num excesso de 300 mil caminhões nas estradas.

Novidade

O próximo passo da Fastfrete agora é lançar o aplicativo para o caminhoneiro. “Conectados, os caminhões trocam dados em tempo real com as transportadoras e entre si sobre riscos potenciais, como eventos meteorológicos, roubos, interrupções de rotas, motoristas com comportamentos de direção perigosa ou trechos com alto índice de acidentes”, menciona o diretor operacional da Fastfrete, Paulo Henrique Tonello.

Como funciona

Acessando www.fastfrete.com.br ou baixando o aplicativo FastFrete os usuários realizam o cadastro da carga a ser transportada e inserem os dados que serão utilizados pela plataforma para operacionalizar a cotação. As transportadoras recebem um aviso de cadastro por email e mensagem de texto, gerando um maior número de propostas feitas. Ao término da cotação, levará a carga o transportador com a proposta de menor valor de frete.

Além da praticidade, economia e agilidade, a FastFrete apresenta a opção de acompanhamento de todos os lances em tempo real, informações sobre a quantidade de cargas aprovadas fretadas por transportadoras e o custo de frete.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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