Abrainc defende autonomia do Banco Central

A Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) acredita que a votação do regime de urgência do PLP 19/19, que prevê a autonomia do Banco Central, é de fundamental importância não só para o setor da construção civil, mas para todo o país.
Segundo Luiz Antônio França, presidente da Abrainc, “a medida aumenta a autonomia do Banco Central em relação a pressões político-partidárias, que poderá gerir a política de juros e inflação de forma técnica , permitindo um crescimento econômico estável no longo prazo. Com uma política econômica mais estável, requisito básico para o controle da inflação e a sustentação dos juros baixos, os efeitos sobre o setor de incorporação serão extremamente positivos”.
França lembra que em 2020, o setor de construção civil foi o principal gerador de empregos, e acredita que medidas como a independência do Banco Central fazem parte do conjunto de medidas que poderão garantir que o Brasil possa sair da crise com mais velocidade.
“Dos países que adotam o regime de metas de inflação, o Brasil é o único cuja diretoria é toda escolhida pelo Executivo. Isso aumenta a pressão sobre os diretores a seguir os interesses políticos partidários, que muitas vezes podem ser de curto prazo, o que acaba perpetuando os ciclos de crescimento e retração que marcam a economia brasileira há décadas” afirma o presidente da Abrainc.
Ele lembra também que países como os Estados Unidos, Chile, México, Reino Unido e a União Europeia possuem bancos centrais independentes e, portanto, economia mais estáveis e capazes de enfrentar momentos de crise e retração.








