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Franquias pedem reajuste de locação mais justo em lojas de shoppings

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) contratou parecer de especialista na área jurídica para analisar a aplicabilidade da revisão dos contratos de locação com base no IGP-M/IGP-DI e sua substituição por outro índice que melhor reflita a situação atual e o impacto da inflação.

Segundo a ABF, a relação das franquias com a indústria de shoppings sempre foi de simbiose, pautada no crescimento mútuo. “Ganha o shopping com marcas fortes, ganham as franquias com o público qualificado e ganha o consumidor que tem nesse ambiente o entretenimento, a segurança, as marcas, os restaurantes e serviços que tanto gosta”.

Em nota, a ABF afirma que a decisão unilateral das administradoras de shopping centers de manter o reajuste dos aluguéis indexados ao IGP-M/IGP-DI não condiz com a realidade econômica e desconsidera fatos como shoppings fechados ou abertos com horário e fluxo de pessoas restritos, com vendas que, ainda hoje, não atingiram em média 65% do seu valor original e limitações que temos observado em razão do arrefecimento da pandemia.

Ainda, segundo a entidade, mais do que isso, o índice em questão está longe de refletir a variação inflacionária no período já que leva em consideração outros elementos como a variação do dólar, o preço das commodities entre outros, fatores estes que não tem qualquer relação direta com os custos do próprio shopping. Também não faz qualquer sentido a manutenção da cobrança do 13º aluguel – outra decisão que nos causou perplexidade – justamente pelos motivos citados acima e sem que as vendas tenham recuperado ou mesmo se aproximado dos patamares pré-pandemia.

A somatória destes fatores com o recrudescimento das medidas para evitar o contágio nesta segunda leva da pandemia podem ser catastróficas. Até porque, o custo de locação muito elevados podem inviabilizar a manutenção das operações, alerta a ABF.

Isenção de taxas

Na avaliação do presidente da ABF, André Friedheim, é preciso que as administradoras de shoppings reflitam e isentem os lojistas do pagamento das taxas de transferência para operações de franquia, para facilitar o repasse, para que as marcas não percam unidades e para que os shoppings não percam lojistas. Ou seja, trata-se de uma situação excepcional que exige condições especiais para a manutenção das lojas e empregos.

• A pandemia do novo coronavírus impactou negativamente todos os atores do varejo. Porém, é fato que o e-commerce e as lojas de rua, cresceram de importância no novo comportamento do consumidor, de forma que sim queremos manter nossas operações nos shoppings, mas para isso precisamos encontrar um novo ponto de equilíbrio entre as partes.

“Os shoppings são atores muito importantes para o varejo, para o franchising, contudo entendemos que é preciso que haja um reequilíbrio de forças entre lojistas e shopping centers. Sempre fomos parceiros e desejamos que assim permaneçamos, mas precisamos também ter uma relação mais harmoniosa e que reflita o atual ambiente de negócios brasileiro e comportamento de consumo”, afirma André Friedheim.
 
Ele acrescenta que “para além dos seus impactos econômicos e sociais, sob um outro prisma, a Covid-19 nos deu a oportunidade de sermos mais empáticos e essa atitude nos distingue e nos aproxima, reforçando nossos laços, seja como pessoas, seja como empresas. Que assim possamos seguir juntos, contribuindo para o desenvolvimento dos negócios e do Brasil”.
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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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