Importância da avaliação do risco de crédito do banco pelo investidor

Importância da avaliação do risco de crédito do banco pelo investidor
A inadequação da poupança como instrumento de rentabilização dos recursos dos poupadores pessoa física tradicionais é assunto pautado e vencido. Está claro que a baixa rentabilidade levará os investidores que almejam rentabilidades superiores, a analisar e aportar em novas frentes do mercado financeiro.
 
Já é percebido a convergência do público investidor para outras formas de captação, como, por exemplo, a aquisição de ativos via plataformas digitais e apps de instituições financeiras diferentes das tradicionais, que estão promovendo um crescimento em progressão geométrica da disponibilidade de aplicativos, simuladores e benefícios, visando atrair este crescente e, por assim dizer, novo investidor.

Mas, será que este novo público está mesmo apto a analisar investimentos que, não obstante a aparente simplicidade e segurança, podem estar alicerçados em bases não tão robustas e sólidas quanto aparentam e divulgam?

O risco de crédito, que representa a capacidade do emissor do ativo em honrar com o compromisso pactuado, deve ser um dos principais riscos a serem observados por estes modernos agentes do mercado, junto à existência ou não de cobertura do ativo adquirido pelo Fundo Garantidor de Crédito.
 
Vale destacar que qualquer investimento superior a R$ 250 mil de um mesmo investidor em uma mesma instituição financeira, não contará com a cobertura do FGC, via de regra, havendo exceção como na hipótese dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial, em que a garantia para a ser de R$ 40 milhões.

De acordo com o diretor de Investimentos do Paraná Banco, André Malucelli (foto), o banco registrou um aumento significativo de investidores pelo app do banco. “Nos últimos períodos registramos uma crescente captação originada por investidores tradicionais, via aplicativo e plataformas eletrônicas, como também as direcionadas a investidores institucionais, atentos à limitação da garantia do FGC e à necessidade mensuração do risco de crédito do emissor dos títulos. Diante dos bons resultados e índices da nossa instituição, tivemos captação recorde.”

Vale lembrar que aos investidores institucionais a necessária observância de tais riscos não é nova, seja pela limitação da garantia do FGC ou pela natureza de sua atuação. A legislação e os órgãos fiscalizadores destes já destacavam e vem cada vez mais asseverando a imprescindibilidade de uma robusta análise de riscos, com ênfase no risco de crédito, indicando a insuficiência apenas das classificações de rating emitidas por agências de risco como metodologia única de avaliação.

Diante desse cenário, é imprescindível fazer uma robusta análise que leve em consideração fatores diversos, passando pela análise dos resultados do emissor, a regularidade de suas contas, índices utilizados para medição de sua saúde financeira.

Para o diretor de Previdência do Fundo de Previdência Mais Futuro, Eduardo Lamers “As Resoluções do CMN, regulamentadas pelas Instruções PREVIC, não deixam espaço para dúvida de que os gestores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar devem construir processos internos robustos, a fim de garantir a obediência dos requisitos qualitativos dos investimentos realizados pelas entidades.”

Destaca-se que não apenas o risco de crédito deve ser observado, havendo uma série de outros fatores de importante ponderação como a liquidez do ativo e o casamento deste com os objetivos e fluxos traçados em estudos de Asset Liability Management – ALM, especialmente, para os investidores que administram recursos de caráter previdenciário.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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