MEI Caminhoneiro ganha apoio do governo federal e deve ser votado na Câmara na próxima semana

MEI Caminhoneiro ganha apoio do governo federal e deve ser votado na Câmara na próxima semana

O governo federal anunciou esta semana apoio ao programa MEI Caminhoneiro. O projeto de lei nº 147/2019, de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), foi elaborado em parceria com o Sebrae. A norma já foi aprovada no Senado e deve ser votada na Câmara dos Deputados na próxima semana. 

Assim que for sancionado, o programa tem potencial para amparar mais de 800 mil caminhoneiros que rodam pelo país de forma autônoma. Entre os principais benefícios previstos na iniciativa, está a presunção de receita efetiva correspondente a 20% do total das receitas da atividade. Ou seja, os caminhoneiros poderão ser MEI mesmo com receitas anuais até R$ 405 mil. Na medida em que apenas 20% serão computados para fins de receita bruta, respeita-se o teto válido para todas as categorias, que é de R$ 81 mil.

O gerente de políticas públicas do Sebrae, Silas Santigo, explica que essa diferença se dá em razão dos gastos frequentes para a realização dos serviços de caminhoneiro. “Grande parte da receita desses empreendedores é consumida por necessidades elementares do serviço, tais como combustível, pneus, peças, pedágios, manutenções regulares, entre outros gastos. Por isso, para fins tributários serão considerados 20% de suas receitas”, afirma.

Outra mudança é referente à alíquota previdenciária. O MEI Caminhoneiro irá pagar 11% sobre o valor do salário-mínimo vigente. Os demais microempreendedores individuais pagam 5% do salário mínimo. Através da contribuição, eles poderão ser assegurados com direitos previdenciários, tais como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte.

Além disso, ao ser incluído na categoria MEI, os caminhoneiros poderão ter um CNPJ, emitir notas fiscais, ter acesso às linhas de crédito e financiamentos com condições especiais. Os contratos com os donos das cargas também poderão ser fechados diretamente com os caminhoneiros, sem a interferência de terceiros, que acabam levando parte dos seus rendimentos.

“É um grande avanço para a categoria. Hoje os caminhoneiros que trabalham de forma autônoma são afetados por uma carga tributária muito grande. O programa vai trazer equilíbrio. Sem falar que, ao possuírem um CNPJ, eles irão se posicionar melhor no mercado, atendendo aos serviços de forma mais profissional, com emissão de nota fiscal, valores mais justos e taxas reduzidas de impostos”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

O autor do projeto, senador Jorginho Mello, está satisfeito com o avanço da proposta. “Vai ser um show. Não é um presente, é uma reivindicação de muitos anos dos caminhoneiros do Brasil”, afirmou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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