6 dicas para evitar cair em golpes financeiros

6 dicas para evitar cair em golpes financeiros
Com o crescimento das vendas online em decorrência das medidas de prevenção a Covid-19, aumentaram também as tentativas de fraude. Dados da Receita Federal apontam que as negociações eletrônicas chegaram a R﹩ 231,9 bilhões no acumulado do ano passado, contra R﹩ 164,2 bilhões em 2019. Paralelo a isso, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 12 milhões de brasileiros já sofreram algum tipo de golpe financeiro pela internet nos últimos anos, o que representa um prejuízo de quase R﹩ 2 bilhões somente em fraudes.

Em algum momento, você já deve ter ouvido falar sobre pirâmide financeira. Esta é uma prática ilegal, que presume obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos. Os supostos esquemas também podem envolver moedas virtuais ou criptomoedas como o bitcoin. As empresas prometem ganhos de até 50% ao mês sobre o capital aportado pelos investidores, um número muito além da realidade dos investimentos sérios, realizados por bancos ou operadoras.

De acordo com Rudá Pellini, co-fundador da Wise&Trust, fintech americana de gestão de investimentos em ativos digitais, há muitos tipos de golpes sendo aplicados diariamente. Dentre as ocorrências, a promessa de ganhar dinheiro fácil é a prática mais comum. “Altos retornos e nada de risco? Provavelmente é golpe. É preciso ficar atento e ter cautela ao analisar todos os detalhes antes de fazer qualquer tipo e investimento”, alerta o executivo, que também é autor do best-seller “O Futuro do Dinheiro” (Ed. Gente). Pellini listou, abaixo, cinco dicas para evitar cair em golpes e ser vítima de pirâmides financeiras. Confira:

• Desconfie de tudo

Um dos maiores atrativos de fraudes financeiras são as ofertas com valor muito abaixo da média. Ainda de acordo com a pesquisa da CNDL e do SPC, a grande maioria das queixas vem do não recebimento de produtos comprados pela internet. Portanto, dê preferência a empresas já conhecidas e de credibilidade. Caso se depare com um valor de um produto muito inferior aos concorrentes, desconfie.

• Não existe dinheiro fácil

Se a proposta de rendimentos oferece ganhos altos ou resultados rápidos e certos, há grandes chances do negócio ser um golpe. Em alguns casos, essas empresas alegam como atrativos, diversas atividades como Trading, Forex, Arbritagem etc., que são as formas mais comuns de fraudes em investimentos. “Fique atento”, reforça o especialista.

• Na dúvida, faça pesquisas

Pesquise sobre a empresa, o vendedor, executivos que estão à frente do negócio. A Comissão de Valores Mobiliarios (CVM) e o portal Reclame Aqui também são boas fontes de consulta. Há grandes chances de logo na primeira pesquisa você encontrar matérias falando sobre fraudes. Pergunte aos vendedores sobre quais são os riscos do investimento. Geralmente, os golpistas tentarão persuadir você com falsas garantias (imóveis, patrimônio, etc) que na maioria das vezes sequer existem. Empresas legítimas serão transparentes sobre os riscos envolvidos.

• Pirâmides financeiras

As pirâmides financeiras sempre aparecem em forma de suposto investimento, outras disfarçadas de produtos ou cursos. Elas consistem em uma estrutura que garante recursos aos indivíduos que estão no topo por meio da entrada de novos integrantes na base do esquema. Para dar ares de legalidade ao sistema, é comum que os operadores da pirâmide vinculem a entrada de novos participantes à compra e venda de um produto ou serviço que quase nunca existe. As pirâmides podem ser enquadradas em diversos crimes: os mais frequentes são contra a economia popular, contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais, além de estelionato.

• Faça cálculos, principalmente sobre juros compostos

Mil reais aplicados com rendimento de 15% ao mês, após cinco anos, sem riscos, se transformam em R﹩ 4,3 milhões. Em 10 anos, você estará na lista de bilionários da Forbes. Isso é possível?

• O ego é o seu principal inimigo

“Não deixe o ego ser seu inimigo”, alerta Rudá. O chamariz desses golpes é mostrar supostas conquistas de pessoas que “tiveram resultados”. Incluindo a lista com carros de luxo e joias caras, viagens internacionais e um estilo de vida cinematográfico. Cuidado, porque a pessoa que vai falar sobre esse investimento pode ser alguém próximo, e de sua confiança. É preciso ter cautela e saber filtrar a informação. Pesquise, e se tiver dúvidas, não caia nessa, pode ser somente mais um golpe do bilhete premiado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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