Apesar do impacto negativo da Covid-19, empresários apostam em recuperação dos negócios

Apesar do impacto negativo da Covid-19, empresários apostam em recuperação dos negócios
Pesquisa inédita realizada pela consultoria BanyanGlobal com empresas familiares ao redor do mundo mostra como a pandemia da Covid-19 impactou os negócios e como os empresários enxergam o futuro. Realizada entre meados de outubro e 30 de dezembro do ano passado, com 140 respondentes em 25 países, incluindo o Brasil, a pesquisa mostrou que 66% das empresas sofreram impacto negativo com a pandemia.

Das empresas pesquisadas, 41% adiaram investimentos, 26% reduziram salários e/ou benefícios, 24% colocaram funcionários de licença e 31% demitiram. Outra medida foi a redução de dividendos, mencionada por 35%. Pelos próximos três meses, 75% estão preocupados com perda de receitas e 51% temem ter fluxo de caixa insuficiente para honrar seus compromissos.

Apesar do forte impacto produzido pela pandemia, a pesquisa também revela uma dose de otimismo: 81% estão otimistas quanto ao futuro da empresa e 76% estão confiantes de que conseguirão fazer as mudanças necessárias para se adaptar aos novos rumos da economia. Para os próximos cinco anos, 85% acreditam numa trajetória positiva dos negócios.

Lições aprendidas

O levantamento feito pela BanyanGlobal também abordou os benefícios imediatos ou a longo prazo que podem surgir a partir da reação das empresas à crise: 68% dos entrevistados acreditam que conseguirão tornar a operação mais eficiente, 60% apostam em novas oportunidades de negócios, a tomada de decisão se tornou mais eficiente para 56% e 48% acreditam em um aumento do engajamento de suas equipes.

Uma característica comum às empresas familiares é o envolvimento com a comunidade e funcionários. Na pandemia, esse pilar mostrou sua força: 90% dos entrevistados implementaram medidas para aprimorar a segurança dos funcionários. Quase a metade, 44%, forneceu suporte adicional sem custo para seus colaboradores e 44% ofereceram algum tipo de suporte sem custo adicional para seus colaboradores. O apoio às comunidades locais também levou mais da metade das empresas (51%) a realizar doações em dinheiro para minimizar impactos e fortalecer a saúde dos moradores.

As empresas que participaram da pesquisa BanyanGlobal atuam em diversos setores da economia, com destaque para indústrias (11%), companhias de serviços financeiros (11%), prestadores de serviços profissionais (8%), construção civil (8%) e setor imobiliário (5%). Do total, 24% faturaram até US﹩ 10 milhões em 2019 e 8% tiveram receitas superiores a US﹩ 5 bilhões naquele ano. A administração de 27% está na primeira geração da família e de 32% está nas mãos da segunda geração. No Brasil, foram 31 empresas pesquisadas e a maioria de grande porte.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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