Fusões e aquisições movimentam US$ 2,8 trilhões em ano marcado pela pandemia

Fusões e aquisições movimentam US$ 2,8 trilhões em ano marcado pela pandemia

O M&A Report, publicado anualmente pela consultoria Bain & Company, aponta que 2020 foi um ano volátil para o mercado de fusões e aquisições. O início da pandemia e a paralisação inesperada geraram uma interrupção quase completa da atividade, mas a recuperação na segunda metade do ano minimizou as perdas. No ano passado, foram registradas mais de 28.500 transações, totalizando US$ 2,8 trilhões, patamar próximo ao atingido em 2017. 

O levantamento da Bain com cerca de 300 profissionais de M&A aponta que o apetite permanece forte, considerando que metade dos entrevistados esperam uma maior atividade de M&A em seus setores em 2021, embora quase o mesmo número cite as perspectivas econômicas incertas como o principal obstáculo para a negociação.

Globalmente, o valor médio da empresa para ganhos antes de juros, impostos, depreciação e múltiplos de transação de amortização aumentou 14 vezes, enquanto em 2019 este valor era de 13 vezes. Isso foi sustentado por indústrias de crescimento mais rápido, onde os múltiplos se mantiveram estáveis ou aumentaram. 

Setores mais buscados por investidores

Setores como tecnologia, telecomunicações, mídia digital e produtos farmacêuticos já estavam sob o olhar dos investidores e se tornaram ainda mais atrativos pelas mudanças aceleradas pela Covid-19, com um maior número de avaliações. O que não aconteceu em setores como varejo e energia, onde as avaliações enfraqueceram.

Na análise geral, 2020 foi um ano que trouxe o declínio mais profundo e a recuperação mais forte nas atividades de Fusões e Aquisições e tornou o processo digital o novo normal. “Antes, o principal objetivo de se fazer uma fusão ou aquisição, era ganhar escala. Agora passa a ser ter mais escopo”, explica Kai Grass, sócio da Bain & Company. 

Corporate Venture Capital

Uma tendência que veio pra ficar. Depois de anos em crescimento, o Corporate Venture Capital (CVC) comprovou sua resiliência no tumultuado ano de 2020, com US$ 95 bilhões investidos – soma que representa o valor de negócio anual mais alto investido por empresas de capital de risco corporativo de todos os tempos.

Os segmentos de tecnologia e saúde representam mais de 60% do valor do negócio de capital de risco corporativo, mas serviços financeiros, telecomunicações e manufatura e serviços avançados estão em alta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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