Índice da Construção sobe 1,3% em fevereiro e acumula alta de 13% em 12 meses

Índice da Construção sobe 1,3% em fevereiro e acumula alta de 13% em 12 meses

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta quinta-feira (11) pelo IBGE, subiu 1,33% em fevereiro frente a janeiro, sexta maior taxa da série desde a desoneração da folha, em julho de 2013. Mas trata-se da primeira desaceleração do índice desde julho de 2020 e o resultado é 0,66 ponto percentual abaixo da taxa de janeiro (1,99%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 13,22%, resultado acima dos 12,01% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, o índice foi de 0,25%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em janeiro havia fechado em R$ 1.301,84, passou para R$ 1.319,18 em fevereiro, sendo R$ 748,58 relativos aos materiais e R$ 570,60 à mão de obra.

Apesar da realização de dois acordos coletivos, em Santa Catarina e na Paraíba, a parcela da mão de obra ficou próxima à estabilidade, com 0,02%, caindo 0,76 ponto percentual em relação a janeiro (0,78%). Comparando com fevereiro do ano anterior (-0,06%), houve aumento de 0,08 ponto percentual.

Já a parcela dos materiais teve alta de 2,35%, registrando queda de 0,61 ponto percentual em relação ao mês anterior (2,96%). Em relação a fevereiro de 2020 (0,53%), houve aumento de 1,82 pontos percentuais.

“Mesmo apresentando desaceleração em fevereiro, a parcela dos materiais manteve a forte influência de meses anteriores na formação do índice nacional em fevereiro, que ficou com a sexta maior taxa desde a desoneração da folha de pagamento em 2013, 1,33%. Esta taxa é inferior apenas às registradas no período de setembro de 2020 a janeiro de 2021. Cabe destacar que a variação da parcela dos materiais também é a sexta maior desde julho de 2013”, destaca o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

Os acumulados no ano são 5,38% (materiais) e 0,80% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 22,18% (materiais) e 3,28% (mão de obra).

Oliveira explica que houve uma queda expressiva na parcela de mão de obra em Minas Gerais, um estado de muito peso, o que contribuiu para a redução dos índices nacional e da parcela da mão de obra.

“Os dissídios estão começando a acontecer. Mas a construção ainda não retomou totalmente, devido à pandemia ou até mesmo à falta de materiais. O que temos é que a parcela de materiais continua com taxas altas, embora desacelerando em relação a meses anteriores. E a mão de obra pode-se dizer que está estável”, conclui Oliveira.

Região Sul registra maior alta

A região Sul apresentou a maior variação, 1,60%, devido à alta na parcela dos materiais em todos os estados, e acordo coletivo registrado em Santa Catarina As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,90% (Norte), 1,40% (Nordeste), 1,30% (Sudeste), e 1,29 (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.317,87 (Norte); R$ 1.246,23 (Nordeste); R$ 1.364,56 (Sudeste); R$ 1.381,65 (Sul) e R$ 1.297,35 (Centro-Oeste).

Entre os estados, a Paraíba teve a maior variação mensal, 2,55%, com alta na parcela de materiais e acordo coletivo firmado para as categorias profissionais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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