Presença feminina é cada vez maior no setor da construção civil

Presença feminina é cada vez maior no setor da construção civil

Sempre ouvimos que as mulheres são decisivas na hora de comprar um imóvel. Apesar disso, porém, no mercado da construção, onde tudo começa, não é bem assim. Elas ainda são minoria, pouco menos do que 50%. A boa notícia é que a presença delas no setor, tradicionalmente dominado pelos homens, tem sido cada vez maior, de ponta a ponta, seja em cargos de gerência ou nos canteiros de obras.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que a absorção delas pelo segmento tenha crescido quase 50% nos últimos dez anos, e que mais de 200 mil mulheres trabalhem no setor atualmente no Brasil. No Paraná, elas ocupam 8% da força de trabalho. Em todo país, as habilidades e capacidades delas acompanham o crescimento do segmento, que surpreendeu no ano de 2020, em plena pandemia de Covid-19, em um ano de tantas incertezas.

A área da construção civil foi a que mais gerou empregos nos primeiros 10 meses de 2020, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Foram 138.409 empregos formais, de acordo com o Ministério da Economia. O melhor resultado desde 2013 (207.787).

E a evolução pede mão de obra qualificada. Por isso, tendências como automação de obras, industrialização dos sistemas construtivos e incremento de ferramentas de projetos e gestão devem levar a ainda mais contratações de mulheres ao setor, estima o relatório da McKinsey Global Institute (MGI), que aponta para um crescimento global de 10% até 2030.

Débora Stratmann, Gerente de Gente da Rottas Construtora.Algumas destas mulheres empoderadas estão na Rottas Construtora, de Curitiba, que tem um quadro de colaboradores 60% feminino. Elas estão nas áreas administrativas e operacionais. Nos canteiros de obras, são 23, revela Débora Stratmann (foto), da Gerência de Gente. “É notável que as mulheres estão assumindo cada vez mais posições no ramo da construção civil. Na Rottas, reconhecemos a importância da força feminina e de sua forma de conduzir os processos, estejam eles acontecendo no canteiro de obras, na arquitetura, nas áreas administrativas ou projetos.”

Segundo a executiva, o time de seis pessoas da gerência é em sua maioria formada por mulheres: são quatro. Todas elas iniciaram as atividades na Rottas em 2020. “São mulheres de áreas e perfis completamente distintos, mas que se completam para garantir as entregas do dia a dia”, comenta Débora. Uma delas é a gerente Carolina Maranzato. Formada em Economia e especializada em gestão de projetos e comunicação estratégica, ela acaba de estruturar todo o departamento financeiro.

Ao longo de seus 21 anos de carreira, até chegar na Rottas Construtora, Carolina sentiu as dificuldades de ser mulher dentro das organizações por onde passou. Ela acredita que houve uma evolução, porém ainda vê um caminho longo pela igualdade de salários, de oportunidades e, principalmente, em cargos de liderança.

Na Rottas, Carolina conta que encontrou um diferencial. “Respeitam a mulher como profissional e com seus outros papéis, como mãe, esposa e filha. A linguagem e o tratamento também são muito respeitosos. Já fui gestora em outras empresa e, realmente, a Rottas tem um tratamento diferenciado, sem abrir mão da cobrança firme.”

Na visão da gerente financeira, a mulher tem a habilidade natural de enxergar além do resultado e do comportamento, por isso se destaca em cargos de comando. “Ela vê onde a pessoa melhor se adapta e tem uma visão mais orgânica dos processos. Isso ajuda muito em posições de liderança e devia ser mais valorizado”, afirma Carolina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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