Alunos que ingressaram e permaneceram no ensino superior com o Pravaler é 18,6 pontos maior dos que não tomaram o crédito

Alunos que ingressaram e permaneceram no ensino superior com o Pravaler é 18,6 pontos maior dos que não tomaram o crédito

O Pravaler, maior plataforma de soluções financeiras para educação do país, já beneficiou mais de 170 mil alunos com mais de R$4 bilhões em financiamentos. Há quase 20 anos no mercado, a fintech ajuda brasileiros que pretendem ingressar na universidade a ter mais oportunidades de emprego e consequente melhoria na renda familiar.

Com objetivo de compreender os impactos socioeconômicos após a tomada de crédito dos seus clientes, o Pravaler realizou uma pesquisa entre agosto e setembro de 2020. Foram ouvidos clientes que tomaram crédito em 2016 e que em 2020 já estariam formados, ou próximos de se formar. Este grupo de clientes foi comparado ao grupo de pessoas aprovadas para tomar crédito em 2016, mas não o fizeram. Ao todo, foram respondidos 2.113 questionários válidos, sendo 1.257 do grupo de clientes e 856 observações do grupo de comparação.

Os principais destaques da pesquisa foram maior ingresso e permanência do aluno no ensino superior, maior disposição para tomar novo crédito, além de um recorte sobre os impactos do coronavírus nos estudos e trabalho.

Alunos com Pravaler têm maior permanência em sala de aula

A porcentagem de pessoas que ingressaram e permaneceram no ensino superior é 18,6 pontos percentuais maior do que teria sido sem o crédito do Pravaler. Comparando os jovens Pravaler com jovens sem nenhum apoio financeiro, a diferença de percentual de jovens com ingresso e permanência aumenta para 38,4 pontos percentuais. “Além disso, o perfil dos jovens que procuram o Pravaler são de famílias com pais mais escolarizados, 28% do jovem ante 15% da média brasileira. Isso pode influenciar a motivação para a buscar o ensino superior”,  completa Ana Bárbara, Head de Risco, Crédito e Cobrança do Pravaler.

Maior disposição de tomar crédito

O percentual de jovens Pravaler com disposição a tomar crédito hoje é 14,9 pontos percentuais maior que o percentual de jovens dispostos a tomar crédito que não tiveram experiência com o Pravaler. Os resultados de impacto em geral são  bem maiores se considerado a parcela do grupo de comparação sem apoio financeiro, não só em relação à maior disposição de crédito, mas em relação aos outros indicadores investigados.

Efeito coronavírus 

A maioria dos entrevistados do Pravaler seguiu na universidade (81,8%), sendo poucos os casos neste grupo em que a faculdade não ofereceu aula no período. Por outro lado, 11,3% dos estudantes tiveram que trancar seus cursos por falta de condições de se manter na universidade.

 

 TratamentoComparaçãoTotal
Continuou a cursar a faculdade81,8%74,4%79,3%
Não teve aula, mas continuou matriculado(a)3,8%4,3%4,0%
Abandonou o curso3,0%3,1%3,1%
Trancou o curso, mas pretende voltar11,3%18,2%13,6%

Emprego durante o isolamento social

Na análise por níveis de escolaridade, o grupo com apenas o ensino médio completo (todos do grupo de comparação) foi o que mais sofreu, com cerca de 37% deles perdendo o emprego. Por outro lado, profissionais com outros tipos de vivência acadêmica foram menos afetados: 17,6% dos formados no ensino técnico perderam o emprego, sendo que aqueles com ensino superior – completo e incompleto – perderam o emprego em 20,6% e 15,5% dos casos, respectivamente.

 

Entre os que trabalhavam:Ensino médioEM técnicoES incompletoES completo
Trabalhava e não sofreu impactos34,2%55,9%55,8%51,0%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 25%4,1%5,9%10,1%9,0%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 50%12,3%5,9%10,3%9,9%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 70%12,3%14,7%8,3%9,5%
Perdeu o emprego37,0%17,6%15,5%20,6%

Mulheres no ensino superior

Olhando para o perfil educacional das mulheres no Brasil (PNAD 2016), nota-se que elas são mais escolarizadas. Considerando a faixa etária comparável com a pesquisa do Pravaler (17 a 35 anos), 15% das mulheres e apenas 10% dos homens tinham ensino superior completo em 2016.  A procura pelo crédito reflete esta realidade, com uma proporção maior de clientes mulheres. Quando questionadas sobre os motivos de abandono do ensino superior para os tomadores de crédito, a pesquisa confirma o resultado já conhecido, em que destacam-se para as mulheres causas associadas à gravidez e cuidado de filhos (9,2%) ou trabalho doméstico (2,3%), que não têm nenhuma relevância para os homens.

 Mulher Homem 
 TratamentoComparaçãoTratamentoComparação
Problemas financeiros (custos do curso)69,0%69,7%64,2%71,2%
Trabalho toma muito do meu tempo4,6%6,6%13,4%15,4%
Afazeres domésticos/cuidar de parentes2,3%1,3%
Gravidez9,2%6,6%1,5%0,0%
Outros14,8%15,8%21,0%13,5%

Efeito da pandemia sobre emprego

A pandemia afetou pouco o abandono à faculdade (no geral apenas 17% dos respondentes abandonou, entre as mulheres esse número cai ligeiramente para 15%), mas nos casos em que ocorreu, quando se compara os motivos de abandono por sexo, ressalta-se novamente para as mulheres os afazeres domésticos e cuidar de parentes.

Não apenas nos estudos, mas o emprego também foi afetado de forma desigual. De um lado, as mulheres já trabalhavam menos que os homens antes da pandemia, mas a proporção de mulheres que trabalhavam e sofreram impacto é maior, seja em redução de jornada ou perda de emprego.

 

 Mulher 

Homem

 
 TratamentoComparaçãoTratamentoComparação
Não trabalhava ANTES28,3%28,2%19,8%***21,3%**
Considerando os que trabalhavam ANTES da quarentena:
Não sofreu impactos49,1%51,2%55,8%51,5%
Jornada foi reduzida em 25%11,2%6,2%8,3%9,5%
Jornada foi reduzida em 50%11,5%9,9%9,9%7,5%
Jornada foi reduzida em 70%8,3%11,4%10,3%7,5%
Perdeu o emprego20,0%21,3%15,7%24,0%

“As mulheres possuem uma maior probabilidade de ingressar no ensino superior (diferença de 2,6 pontos percentuais em relação aos homens nas estimativas que explicam o ingresso) e, apesar de tudo, uma menor probabilidade de abandonar/trancar o curso (diferença de 3,6 p.p.). As estimativas relacionadas a trabalho, porém, mostram mulheres com menor probabilidade de estarem trabalhando (diferença de 5,4 p.p.)” finaliza Ana Bárbara.

Com o estudo, o Pravaler comprova o objetivo da empresa que é de transformar a vida dos seus clientes através da educação.

“Os resultados de impacto encontrados revelam a importância do crédito do Pravaler, pois, mesmo comparando seus clientes a jovens com mesma condição financeira e mesma motivação, encontram-se resultados diferenciados entre estes grupos” finaliza Lígia Vasconcellos, consultora em avaliação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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