Sanção da nova Lei do Gás cria condições para retomada econômica

Sanção da nova Lei do Gás cria condições para retomada econômica

A sanção do novo Marco Regulatório do Setor de Gás Natural pelo presidente Jair Bolsonaro abre caminho para a retomada do crescimento no momento pós-pandemia, pois o combustível, além de ser uma energia limpa, tem impacto muito significativo no contexto econômico e social de todo o Brasil. Seu preço reflete-se nos custos de produção da indústria, nos transportes e no orçamento das famílias.

A Lei do Gás começou a ser discutida em 2013, quando o então parlamentar federal paulista Mendes Thame apresentou proposta nesse sentido à Câmara dos Deputados. Ele foi motivado por diversas entidades empresariais ligadas ao setor no Brasil, que defendiam a abertura do mercado, concentrado principalmente na Petrobras. Indústrias consumidoras intensivas do combustível, como as ligadas à cadeia produtiva da cerâmica, foram importantes defensoras da ampliação e diversificação da concorrência.

O segmento cerâmico é responsável por 14% de todo o consumo de gás industrial no País. Também representa 6% do PIB do setor de construção e reúne 60 empresas e 71 fábricas, em 11 Estados.
Com a abertura do mercado, o Ministério da Economia estima haver espaço para uma redução do preço do gás natural para a indústria. Além da cerâmica, empresas dos ramos de vidro, química, alumínio e fertilizantes deverão ter ganhos de competitividade devido ao menor custo do insumo.

O presidente do Conselho de Administração da Anfacer, Manfredo Gouvêa Júnior, afirma que o novo marco regulatório estabelece melhores perspectivas para o desenvolvimento econômico e social do País. “Foram oito anos de muitas discussões e tratativas, e podemos dizer que o resultado dessa luta é uma vitória da sociedade. O deputado Laércio Oliveira, relator do projeto, ouviu a todos, sem exceção, e firmou entendimento pela manutenção do texto original, defendido pela indústria cerâmica, que certamente proporcionará, em breve, a abertura do mercado de gás, elevando a oferta e promovendo a concorrência, fatores que serão fundamentais para a redução do preço”.

Atuação e liderança parlamentar

Laércio Oliveira espera que a nova lei atraia R$ 60 bilhões (cerca de US$ 11 bilhões) em investimentos privados e gere quatro milhões de empregos. “Temos o gás mais caro do mundo, e isso obrigou centenas de indústrias a fecharem no Brasil ou mudarem a fonte de energia”, frisa, acrescentando que o combustível custa mais do que o dobro no Brasil em relação ao mercado internacional.

“A indústria cerâmica participou ativamente das discussões sobre a abertura do mercado, desde 2013 até a aprovação do novo marco pela Câmara Federal, na qual a liderança do deputado Laércio Oliveira foi decisiva na condução dos debates dentro e fora do plenário. O resultado desse trabalho vai impulsionar investimentos e geração de empregos em Sergipe e em todo o País”, destaca o diretor de Relações Institucionais da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), Luís Fernando Quilici.

Em Santa Catarina, o setor industrial cerâmico também está otimista com as novas regras. O presidente do Sindicato das Indústrias de Revestimentos Cerâmicos (Sindiceram), Otmar Müller, informa que o setor responde por 50% do consumo de gás natural no Estado, observando: “O Brasil não havia feito mudanças para baixar o preço do insumo nos últimos 10 anos, mas outros países avançaram com suas indústrias nesse sentido. O deputado Laércio Oliveira foi muito feliz na condução da relatoria do projeto na Câmara Federal. O texto aprovado e sancionado pelo presidente da República é fruto de uma discussão ampla e reflete a posição de 90% dos atores que atuam na cadeia produtiva do gás”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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