40% dos brasileiros acreditam que a idade tem sido um empecilho na busca por emprego

40% dos brasileiros acreditam que a idade tem sido um empecilho na busca por emprego
A cada ano que passa, os processos seletivos têm se tornado cada vez mais rigorosos e as empresas esperam que os candidatos possuam diversas habilidades. Em um mercado extremamente competitivo, ainda mais agora nesse momento de pandemia e retração econômica, encontrar uma nova oportunidade ou uma recolocação não é fácil, mas pode ser ainda mais desafiador de acordo com a faixa etária, aponta pesquisa da Mindsight.

O levantamento feito com 1.881 candidatos, que estavam buscando emprego no mês de março, descobriu que a maior concentração de desempregados está entre pessoas de 17 anos ou menos e 51 anos ou mais, totalizando 70% e 71% dos respondentes de cada faixa etária, respectivamente. Estes mesmos grupos também foram os que mais relataram que a idade tem sido um empecilho para conseguir empregos remotos durante a pandemia, totalizando 85% e 71% dos respondentes de cada faixa, respectivamente.

Em terceiro lugar vieram as pessoas entre 41 a 50 anos, com 66% dos participantes desempregados e em busca de recolocação e 56% enfrentando dificuldades para conquistar uma vaga remota. Entre as pessoas de 25 a 30 anos, a taxa de desemprego cai para 58%, a menor taxa entre todas as faixas etárias entrevistadas. Este grupo é o que tem tido menos empecilhos para conseguir um trabalho remoto, com apenas 21% dos respondentes afirmando ter dificuldade.

Em relação ao nível profissional dos participantes, a taxa de desemprego é maior entre os estagiários e aqueles em cargos plenos, com 68% e 65%, respectivamente. Essa proporção cai para 55% e 59% entre aqueles que estão em posições de especialistas/gerentes e C-Level, respectivamente.

Experiência de menos ou de mais é um dos principais desafios

Outro ponto de destaque está no recorte por nível profissional – 81% dos profissionais em cargos de estágio ou júnior relataram já terem perdido oportunidades por não terem todas as exigências da vaga. “Por ter 23 anos e nunca ter tido uma oportunidade de trabalho, as empresas não contratam por falta de experiência e por ter uma idade que eles consideram ‘boa’ para já ter experiência em carteira ou no currículo”, disse um participante.

A questão da experiência foi relatada por outros participantes. “Como vou ter experiência se a empresa não me dá uma oportunidade? Isso é extremamente desanimador. Eu estou cansada de só receber não por não ter experiência!”, afirmou uma candidata entre 25 e 30 anos. Outro participante, na faixa de 31 a 40 anos, acredita que o grande desafio é encontrar uma empresa disposta a ensinar e ajudar no crescimento e desenvolvimento profissional.
“As empresas que tenho visto sempre querem que você saiba tudo ou quase tudo referente aquela vaga, mas nenhuma delas se interessa por aqueles que querem começar e estão dispostos a aprender. Tenho encontrado muita dificuldade para me recolocar no mercado, pois o meu conhecimento nunca é o suficiente, mesmo para as vagas de Júnior”, afirmou.

Em contrapartida, 46% dos profissionais em nível sênior ou C-Level precisaram omitir suas habilidades para concorrerem às vagas ofertadas, uma vez que demandam uma remuneração mais elevada por conta de suas experiências. “Acredito que a idade pese na hora da seleção para uma entrevista, mas o que pesa bastante é ser muito qualificado, pois os recrutadores acham que você vai exigir um salário a altura das qualificações e, na maioria das vezes, queremos apenas estar empregados e recebendo algum salário”, afirmou um participante na faixa de 41 a 50 anos.

Discriminação etária no mercado de trabalho

A pesquisa avaliou também a percepção dos participantes em relação a preconceitos devido à sua faixa etária no mercado de trabalho. Enquanto para a maioria dos participantes até 40 anos isso não é uma realidade, aqueles com mais de 41 já enfrentaram discrimação por causa da sua idade – 43% dos respondentes entre 41 e 50 anos e 66% daqueles com 51 anos ou mais afirmaram já ter passado por uma situação desse tipo.

“Acredito que as empresas não contratam pessoas com mais de 40 anos de idade, porque preferem pessoas mais novas, mesmo sem qualificação, para pagar um salário mais baixo. Não reconhecem o profissional capacitado independente da idade. De que adianta, às vezes tanto estudo e dedicação?”, apontou outro respondente na faixa de 41 a 50 anos.

Entre os principais serviços oferecidos, a Mindsight conta com uma plataforma chamada MindMatch, que auxilia empresas a encontrarem colaboradores que combinem com a vaga e com a cultura interna por meio de diferentes testes online, reduzindo o turnover e aumentando a performance e a diversidade.

“Nosso software utiliza algoritmos de Inteligência Artificial construídos com base em funcionários de referência da própria companhia para indicar quais são os candidatos mais aderentes à cultura organizacional da empresa e com maior potencial para a posição em questão”, explica Thaylan Toth, CEO da Mindsight. “Não utilizamos nenhuma informação de background como idade, gênero, onde se formou, experiências prévias, entre outras – focamos apenas em soft skills para avaliar o fit daquela pessoa com a vaga em questão. Assim, conseguimos minimizar vieses inconscientes e ajudar as empresas a aumentarem a diversidade no seu quadro de funcionários”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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