Cultivares de gergelim da Embrapa geram R$ 52,9 milhões aos produtores brasileiros

Cultivares de gergelim da Embrapa geram R$ 52,9 milhões aos produtores brasileiros

Para cada real investido pelo Governo Federal, a Embrapa devolveu à sociedade R$ 17,77 reais, obtendo um lucro social de R$ 61,85 bilhões, conforme o Balanço Social da empresa, publicado no final do mês de abril. O valor é obtido a partir do cálculo do impacto econômico de uma amostra de apenas 152 tecnologias adotadas pelo agronegócio brasileiro e de 220 cultivares desenvolvidas pela Empresa. No ano passado, a Empresa gerou um lucro social de R$ 61,85 bilhões.

Entre as campeãs de impacto econômico estão as cultivares de gergelim desenvolvidas pela Embrapa Algodão BRS Seda, BRS Anahí e BRS Morena. Juntas, essas cultivares geraram um impacto econômico de R$ 52,9 milhões para os produtores brasileiros. As cultivares de gergelim do programa de melhoramento da Embrapa para essa cultura tem gerado soluções tecnológicas para atender as demandas dos mercados interno e externo, com alto rendimento para o produtor.

Excelente oportunidade de negócio

Nas últimas safras, os pesquisadores têm se dedicado a obter cultivares adaptadas ao cultivo em larga escala, como mais uma opção de renda aos produtores do Cerrado. “Nos últimos anos, a cultura do gergelim tem se tornado uma excelente oportunidade de negócio e, por isso, tem demandado por inovações tecnológicas imprescindíveis para o manejo da cultura nas condições de larga escala, especialmente, o desenvolvimento de cultivares altamente produtivas e adaptadas aos diferentes ambientes, como está acontecendo hoje na região Centro-Oeste”, afirma  Nair Arriel, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Algodão.

Ela salienta que, além do desenvolvimento de cultivares, é importante aperfeiçoar todo o sistema de produção da cultura para as condições de cultivo em larga escala. “Além dessas cultivares altamente produtivas, temos trabalhado bastante integrados para a melhoria do sistema de produção, aliando modernas técnicas de cultivo mecanizado, o desenvolvimento de tecnologias e práticas de rotação de culturas, o manejo fitossanitário de plantas daninhas, a definição das melhores épocas de semeadura, a determinação das necessidades nutricionais e práticas de colheita”, elenca a pesquisadora.

“Todo o trabalho de programa de melhoramento genético é para permitir que tenhamos, não apenas a expansão da produção, mas sobretudo a melhoria da qualidade do produto e criando as condições de competir nos mais exigentes mercados mundiais onde o gergelim hoje está em franca expansão”, acrescenta.

Outros destaques

Também foram destaques, no balanço social da Embrapa, a cultivar de algodão de fibra longa BRS 433 FL B2RF e a adoção de soluções tecnológicas como a descaroçadeira e prensa enfardadeira de pequeno porte para o beneficiamento do algodão, plantas de cobertura do solo para a semeadura direta do algodoeiro no Cerrado brasileiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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