Proteste faz estudo com 21 seguros de vida

Proteste faz estudo com 21 seguros de vida
Contratar um seguro de vida não costumava estar entre as prioridades dos brasileiros, mas isso vem mudando, e o mercado cresceu com a pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o setor movimentou R﹩ 7,6 bilhões no ano passado, contra R﹩ 3,5 bilhões, em 2018 – um aumento de mais de 115% em dois anos e a maior arrecadação em uma década.

O interesse em buscar proteção durante uma crise sanitária, quando cresce o risco de morte, é previsível, mas imprevistos podem acontecer a qualquer momento, independentemente de tragédias mundiais como a vivida hoje. Até porque, tradicionalmente, os seguros não cobrem pandemias; apenas abriram uma exceção para a Covid-19.

Com o seguro de vida, o contratante garante apoio financeiro a seus dependentes, em caso de morte, e a ele mesmo, se tiver uma doença grave. “No geral, as pessoas pensam que, para contratá-lo, vão gastar muito, mas não é verdade. Há seguros bem em conta, principalmente considerando os benefícios”, observa Rodrigo Alexandre, especialista Proteste. Basta pesquisar. Em fevereiro deste ano, a associação analisou 21 planos individuais, de 11 seguradoras, e constatou que é possível economizar até R﹩ 2.503,80 por ano, na comparação do Generalli/Univida/ Proteste (R﹩ 1.307,88/ano), uma das escolhas certas, com o Mag Seguros (R﹩ 3.811,68 ao ano), o mais caro da amostra.

Valor depende das coberturas

Os seguros são compostos por dois tipos de coberturas: a básica e as complementares. A primeira é de contratação obrigatória e garante aos beneficiários a indenização em caso de morte, natural ou acidental, do titular da apólice. As outras, como invalidez por doença funcional e assistência funeral, podem ser contratadas em conjunto com a básica, mediante pagamento adicional, ou em pacotes predefinidos por algumas seguradoras. Mas atenção: quanto mais coberturas, maior o valor do prêmio mensal do seguro.

O valor também varia conforme o perfil do consumidor, o teste criou dois cenários para o estudo sobre seguro de vida: uma vendedora autônoma e um casal de advogado e médica, todos entre 45 e 55 anos de idade. E, para cada um, foram definidos três valores de indenização: R﹩ 50 mil, R﹩ 75 mil e R﹩ 100 mil. Na análise, a PROTESTE considerou como coberturas básicas a de morte e a de invalidez permanente por acidente, além de coberturas complementares (veja quadro sobre prêmios anuais na pag. 36). “Isso é o mínimo que nossos associados devem contratar, para terem ainda mais segurança”, afirma Rodrigo.

Maioria dos produtos é bem avaliada

No critério cobertura básica, todos os produtos listados na tabela foram bem conceituados, pois ofereciam 100% do capital segurado (indenização). Mas houve variações na avaliação das coberturas complementares. Na análise das coberturas de invalidez por doença funcional e de doenças graves, a Generalli/Univida Proteste (Vida Proteção Familiar e Vida Proteção Individual), a Liberty (Vida Perfil), a MAG Seguros (Vida Individual), a Sompo (Vida Individual e Vida Top Mulher) e a SulAmérica (Vida Individual e Vida Mulher) receberam as melhores avaliações. Além de terem ambas, ainda pagam 100% do capital segurado. Já no critério morte do cônjuge, os destaques foram Sompo (Vida Individual), Generalli / Univida Proteste (Vida Proteção Familiar), Metlife (Seguro de Vida Individual) e Mapfre (Vida Você Multiflex).

Atenção às exclusões

Tão importante quanto as coberturas é saber quais são as exclusões, ou seja, os itens não cobertos previstos no contrato. As mais comuns são ligadas a sinistros decorrentes de guerra, fenômenos da natureza, doenças preexistentes não declaradas na contratação, prática de atos ilícitos, suicídio e suas tentativas nos dois primeiros anos de vigência do contrato. Sinistro é o evento que aciona o seguro. Até o ano passado, pandemias e epidemias também costumavam ficar de fora. Mas a maioria das seguradoras do mercado estão cobrindo a pandemia do coronavírus. “Não há obrigatoriedade, mas, por exemplo, todas da nossa amostra cobrem. De qualquer maneira, deve-se sempre ler o contrato antes de assiná-lo, para saber quais são as coberturas, exclusões e a carência, que é o prazo em que não se pode usar o seguro”, orienta Rodrigo.

Deve-se também prestar atenção onde e com quem a transação será feita. Há dois caminhos para a contratação de um seguro de vida: diretamente com a agência bancária ou por meio de corretor. Nesta opção, é preciso checar se o profissional é habilitado pela Susep. Se estiver tudo certo, o processo é simples. O consumidor preenche a proposta e, em alguns casos, a Declaração Pessoal de Saúde (DPS). “A seguradora tem 15 dias para dizer se aceita ou não fazer o seguro. Se ela não se manifestar dentro desse prazo, está aceito automaticamente. Mas, do contrário, precisa explicar a recusa”, esclarece o especialista.

Novidade no mercado

Recentemente, o Nubank lançou um seguro de vida digital, personalizado e com preço médio inicial de R﹩ 9/mês. Ele não fez parte do estudo comparativo, mas a PROTESTE o analisou. O produto só oferece quatro coberturas: invalidez por acidente, assistência funeral do titular ou beneficiário (de forma adicional), hospitalização por acidente e morte – a empresa só exige carência, de três meses, para a última. O novo produto é restrito aos correntistas do banco, o capital assegurado é de R﹩ 150 mil, no máximo, e só pode ter um seguro – no mercado tradicional, contrata-se quantos desejar. “Mas não deixa de ser uma alternativa para o consumidor que já é cliente do banco e ainda não possui seguro de vida”, opina Rodrigo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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