Quase metade dos jovens de até 24 anos já tiveram seu nome negativado no Brasil

Quase metade dos jovens de até 24 anos já tiveram seu nome negativado no Brasil

Atualmente, quase metade dos jovens de até 24 anos já tiveram seu nome negativado no Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil em parceria com o Sebrae. Na nossa realidade, em que a maioria dos adultos não teve acesso à educação financeira, nem na escola e nem em casa, como podemos mudar esse quadro e ajudar a educação de crianças e adolescentes para as finanças?

De acordo com Grazi Delgado, consultora de educação financeira da Happy Code, referência global no ensino de Programação, Maker e Robótica com presença em países como Brasil, Portugal e Espanha, “nossas crenças sobre dinheiro são desenvolvidas no nosso subconsciente na fase da primeira infância. Isso quer dizer que podemos construir traumas ou ideias erradas sobre o dinheiro a partir do que ouvimos dos adultos ao nosso redor”.

De acordo com a especialista, uma ideia errada é esperar certa idade para falar sobre dinheiro com as crianças, já que elas não precisam estar alfabetizadas ou saber matemática para construir uma boa relação com o dinheiro. Além de desenvolver a ideia de que a compra é um processo de troca, também é importante que a criança entenda que só se compra quando se fez um planejamento e se tem dinheiro: ficar passando o cartão de crédito cria a ideia de que o dinheiro é infinito.

Uma dica para que a criança valorize mais o dinheiro e os seus pertences é esperar uma data especial para presentear ou criar significado para conquistas. “Use mais criatividade e menos dinheiro: aproveite aniversários para passar o dia juntos e fazer algo diferente em família. Um presente nunca deve ser mais importante que a data. Substitua o hoje é dia de ganhar presente por hoje é o seu dia”.

Grazi explica ainda que não adianta ensinar a criança a poupar se os pais não praticam isso em casa, pois a criança aprende por exemplo. É preciso educar-se primeiro como pais, pois como já dizia Gustavo Cerbasi, escritor e consultor financeiro, “adultos consumistas formam filhos consumistas”.

Educação financeira é tema de Hackathon internacional

Já estão abertas as inscrições para o 1º Hackathon Internacional com crianças e adolescentes da Happy Code. O evento é coproduzido pela Logitech e conta com patrocínio da Alto Giro, Radix e da Unicesumar.

Neste 1º Hackathon Internacional, assim como em uma maratona de programação, as crianças se reúnem para criar uma solução para o problema proposto. O processo consiste na ideação, criação de um protótipo da solução e apresentação do projeto.

No formato de evento online com etapas locais, regionais, nacionais e a final internacional, o evento será divido em duas categorias, Kids, de sete a dez anos, e Teens, de 11 a 14 anos. Com projeção de mais de três mil participantes e mais de 1000 projetos, o maior Hackathon infanto-juvenil do mundo oferecerá 50 prêmios em quatro seletivas.

As etapas de criação do projeto envolvem a descoberta, momento em que os participantes estudam sobre o tema proposto, a ideação e prototipagem, momento da concepção e criação do projeto, e o pitch, ou apresentação de no máximo dois minutos da solução para o problema proposto, que tem a finalidade de criar interesse pela solução.

As inscrições para o evento vão até dia 06/06. Serão distribuídos mais de R$ 80 mil reais em prêmios, entre bolsas de estudos e equipamentos da Logitech. Não é preciso ser aluno da Happy Code para participar. Qualquer pessoa entre sete e 14 anos pode se inscrever e concorrer aos prêmios.

Para Grazi, incentivar crianças e adolescentes a participarem de uma competição desse tipo é uma excelente oportunidade para começar a abordar o tema em família. “Os pais precisam conversar bastante sobre educação financeira com os filhos e ensinar que o dinheiro é um recurso finito e nem tudo na vida é recompensado com presentes, elogios e mesadas. Bons exemplos e diálogos em família ajudarão os filhos a terem uma visão mais saudável e sustentável daquilo que o dinheiro realmente pode comprar”.

Já para William Matos, CEO da Happy Code, “promover o protagonismo financeiro em crianças e jovens é o caminho de transformação para o mundo que queremos. Nosso país e o mundo que queremos para o futuro contam com cidadãos responsáveis financeiramente, o que melhora a qualidade de vida, a saúde mental e até o desempenho na vida profissional”.

Para fazer a inscrição ou obter mais informações sobre o 1º Hackathon Internacional da Happy Code, acesse https://cursos.happycodeschool.com/hackathon-2021/?utm_source=Imprensa&utm_medium=Referral&utm_campaign=Divulgacao_geral_hackathon.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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