Novo texto da MP da Eletrobras prevê portabilidade da conta de luz a todos os consumidores até 2026

Uma emenda inserida na Medida Provisória 1031/2021 pelo senador Wellington Fagundes (PL/MT) pode impulsionar a modernização do setor elétrico e colocar o país no quarto lugar do Ranking Internacional de Liberdade Energética. O texto, aprovado nesta quinta-feira (17), no Senado, possibilita a abertura do mercado livre de energia de forma gradual a partir de janeiro de 2023. Segundo o relatório acatado parcialmente, já em julho de 2026, mais de 80 milhões de consumidores residenciais e pequenos comerciantes brasileiros passariam a ter o direito de escolher a empresa fornecedora de energia – inclusive optar por fontes renováveis.
Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), Reginaldo Medeiros, a portabilidade da conta de luz tende a gerar uma redução de até 30% no preço das contas de luz, conforme já observado nos grandes consumidores no Brasil, pois estimula a competição no setor. De acordo com cálculos produzidos pela associação, mais de R﹩ 236 bilhões de reais foram economizados no mercado livre de energia. “O poder de escolha compõe um dos três princípios básicos na relação de consumo, sendo os demais a qualidade e o preço”, frisa Medeiros. Desde 1995, o mercado de energia deveria ter sido aberto para toda a população, seguindo a Lei 9.074. Entretanto, a falta de regulamentação por parte do Governo durante 17 anos, fez com que apenas as empresas com grande consumo elétrico, como indústrias e comércios, pudessem aderir ao ambiente de contratação livre. Atualmente, a demanda mínima estabelecida para adesão é de 500kW, cujas contas giram em torno de R﹩ 90.000 por mês.
O desejo pela liberdade de escolha vem crescendo ao longo dos últimos anos: é o que apontam as pesquisas nacionais realizadas pela ABRACEEL em parceria com o IBOPE . De 2014 a 2020, houve um salto de 64% para 80% dos entrevistados que gostariam de ter a possibilidade de escolher a empresa fornecedora de energia. Outro dado notável da 7ª edição, divulgada no ano passado, é que a cada 10 brasileiros, 9 deles consideram a energia cara ou muito cara e apontam a portabilidade como a melhor medida para baixar o preço.
A MP segue para a Câmara dos Deputados e deve ser votada na próxima segunda-feira (21/6) – antes de caducar.








