Anbima propõe mudanças legais e regulatórias para ampliar internacionalização do mercado de capitais

Anbima propõe mudanças legais e regulatórias para ampliar internacionalização do mercado de capitais

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mapeou possíveis mudanças em leis e regulações que têm potencial para aumentar a internacionalização do mercado de capitais brasileiro. As propostas, que foram enviadas ao governo e aos reguladores, fazem parte da Agenda de Internacionalização , que identifica as melhores práticas adotadas em países desenvolvidos e em desenvolvimento e lista sugestões para reduzir assimetrias para o brasileiro que quer investir no exterior, assim como tornar o mercado local mais atrativo para estrangeiros.

“Os benefícios da internacionalização se estendem para toda a indústria. Para o investidor, significa um leque maior de possibilidades que se adequam às suas necessidades de prazo, risco e retorno. Para os gestores, permite uma maior diversificação na composição das carteiras”, afirma Carlos Ambrósio (foto), presidente da Anbima.

Acesso ao investidor estrangeiro

A queda dos juros a patamares historicamente baixos torna a ampliação da internacionalização crucial para melhorar o acesso do investidor estrangeiro ao mercado de capitais nacional e crescimento da poupança doméstica. Com isso, a economia tem acesso a mais fontes de financiamento, o que promove desenvolvimento econômico e geração de empregos. Ao mesmo tempo, as medidas propostas buscam dar ao investidor brasileiro mais oportunidades de investimentos no exterior, permitindo que eles aumentem os retornos e façam uma melhor gestão de riscos das suas carteiras.

Para dar ao investidor brasileiro mais alternativas de alocação no mercado internacional, as sugestões incluem a harmonização das regras para acesso ao exterior. Uma delas é a equiparação da regulação dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) com os fundos de investimento, oferecendo aos investidores locais mais liberdade de escolha e capacidade de diversificação por meio de outros produtos. Outro ponto é relacionado à tributação.

Atualmente, há várias assimetrias em investimentos na mesma categoria no Brasil e no exterior, tanto na renda fixa como na variável. No caso da renda variável, há mais diferenças. Se o investidor comprar ativos internacionais negociados aqui, como BDRs e ETFs (Exchange Traded Funds), paga 15% de imposto. Caso compre diretamente lá fora, a alíquota é de 22,5%. Em ambos os casos, as sugestões da ANBIMA buscam harmonizar as regras, facilitando o recolhimento para o investidor.

Ao mesmo tempo, para tornar o mercado nacional mais atrativo ao estrangeiro, as propostas visam simplificar o acesso, otimizando regras que já existem. No passado, foram criados diversos controles para dar segurança aos reguladores e investidores. Com a chegada dos acordos internacionais de trocas de informações, como o Fatca (Foreign Account Tax Compliance Act) e o CRS (Common Reporting Standard), eles não são mais necessários.

“Este material tem o propósito de fomentar o debate em torno do tema, oferecendo subsídios técnicos e exemplos de experiências bem-sucedidas. Nosso intuito é que ele faça parte de uma agenda viva, e seja o início de uma discussão que tem um só objetivo: o desenvolvimento do país”, acrescenta Carlos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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